
Seguro conheceu sistema que garantiu energia a mais de 150 casas
De capacete e colete refletor, o Presidente da República visitou ontem as instalações da empresa Adelino Duarte da Mota, nas Meirinhas, onde contactou com os estragos provocados pela depressão Kristin e as soluções encontradas para manter a atividade.
A unidade, dedicada à extração e transformação de matérias-primas para a indústria cerâmica, ficou praticamente destelhada com a passagem do temporal, mas manteve-se em funcionamento graças a um sistema de cogeração. “Se não fosse este sistema, estaríamos parados durante três semanas”, explicou uma responsável da empresa, durante a visita.
O Chefe de Estado mostrou-se atento ao funcionamento do sistema, que permitiu abastecer com energia mais de 150 habitações no período pós-Kristin. A explicação foi detalhada por Fernando Leite, diretor de operações da empresa, que sublinhou que “a cogeração é a produção combinada de energia térmica e elétrica”, permitindo responder em simultâneo às necessidades industriais e energéticas.
Durante o período mais crítico após a tempestade, a empresa assegurou o seu próprio funcionamento e forneceu energia a outras indústrias, negócios e mais de 150 casas.
Fernando Leite destacou ainda que, ao contrário do habitual, foi possível conjugar o autoconsumo com a exportação de energia para a rede elétrica.
O Presidente da República passou também pela empresa de fabrico de telhas Umbelino Monteiro, igualmente afetada pela tempestade. No local, os responsáveis deram conta dos danos sofridos e o chefe de Estado assinou simbolicamente uma telha produzida pela empresa.







