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“Agradeço este meu percurso e ter tido o Politécnico de Leiria como base”

Carla Vitorino Veríssimo frequentou a Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria e testemunha nesta rubrica ‘Na Rota dos Alumni’ a sua passagem pela instituição.

Nome: Carla Vitorino Veríssimo
Idade: 46 anos
Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria
Curso: Turismo – Variante e Ambiente
Ano de conclusão: 2001 / Bacharelato
Profissão: Bióloga/Escritora

Recorda-se do seu primeiro dia no Politécnico de Leiria?

Lembro-me da primeira praxe. Foi-me pedido para cantar à chuva. O céu estava cinzento e eu feliz e despreocupada, a cantar à chuva

Porquê o Politécnico de Leiria?

Em 1998, não tinha possibilidades para estudar noutra cidade e tirar o curso que queria: Biologia. Apesar de tudo, foi a melhor não-escolha que me aconteceu na vida.

Quais as melhores memórias que guarda do tempo de estudante?

As amizades, as aulas, os professores, os funcionários, o que aprendi e vivenciei. Lembro-me de bebermos chá de limão no pátio do Magistério. O limoeiro plantado em cima de um antigo cemitério e nós a ser ponte entre o passado e o futuro.

Como foi o seu percurso profissional após o término do curso?

Concluí o Bacharelato em 2001, ano em que entrei em Biologia na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Vivi em diversos lugares de Portugal Continental, nos Açores e na Grécia. Coordenei projetos de conservação da natureza, ciência cidadã, sensibilização ambiental, separação de resíduos. Sempre gostei de escrever e tenho frequentado várias formações. Em 2024, fiz a pós-graduação em Escrita de Ficção, pela Universidade Lusófona. Escrevo conto, dramaturgia, autobiografia, infantojuvenil, poesia. Presto serviços nas áreas da biologia e da escrita e dinamizo oficinas de escrita. Tenho livros de prosa-poética publicados e quero publicar em ficção, mas para isso preciso de financiamento. Urge conseguir financiamento que dignifique o meu trabalho enquanto escritora.

E de que modo o Politécnico de Leiria contribuiu para a sua formação e carreira profissional?

O Politécnico moldou o meu futuro. Entrei com outra maturidade em Biologia, toda a experiência académica no Porto foi vivenciada de uma outra forma. Agradeço este meu percurso e ter tido o Politécnico como base. A ESEL foi uma casa boa e bonita. Fez-me mais pessoa, mais atenta. Foi lá que conheci as sete mulheres fantásticas que passaram a fazer parte da minha história. Mantemos uma união forte e especial, repleta de cumplicidade e aventura.

Que competências considera serem mais relevantes para se ser um bom profissional?

Ser sério, dedicado, criativo e versátil. Manter-se atualizado.
Onde se vê daqui a 10 anos?
Pergunto-me como será o ensino, as relações humanas, a paz... ou as guerras... o racismo, a xenofobia, a homofobia, as alterações climáticas, o plástico nos oceanos, a Inteligência Artificial... Que Planeta teremos?
Gostaria de ter um livro de ficção publicado. As personagens terão, certamente, tantas questões inquietas quanto eu.

Que mensagem gostaria de deixar aos atuais e futuros estudantes do Politécnico de Leiria?

Falem olhos nos olhos, estejam fisicamente juntos, sem ecrãs a intermediar. Sejam reais, mais do que redes sociais. Sejam inteligentes, mais do que artificiais. Atentem ao mundo que vos rodeia, aprendam, tirem partido do que a Escola, o Politécnico, as aulas, as disciplinas e os professores têm para vos ensinar. Sejam empáticos. Envolvam-se na comunidade, em atividades extra curriculares. Cuidem da vossa saúde em geral, e da mental em particular. Queiram ser bons e ser inteiros. Agradeçam. Sejam verdadeiramente felizes. Estou certa de que irão escrever uma bonita história. E nos dias cinzentos, cantem à chuva!

Abril 21, 2026 . 14:45

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