
‘Latitudes’ reforça posição como plataforma internacional de diálogo e de criação
Um “ponto de convergência onde ideias, geografias e vozes se cruzaram com uma intensidade rara”, foi como foi descrita pelo município de Óbidos, em nota de imprensa, a edição de 2026 do festival Latitudes – Literatura e Viajantes. Segundo o município, a edição deste ano destacou-se por uma programação “sólida e ambiciosa, desenhada ao detalhe”, que transformou cada conversa “num território de descoberta”.
O festival, que terminou no passado domingo, reuniu autores, pensadores, artistas, leitores e “entusiastas da palavra”, que partilharam palcos, livrarias, museus e telas e dividiram “inquietações, visões e conversas profundas sobre o mundo contemporâneo", divulgou a Câmara Municipal de Óbidos numa nota informativa.
Alguns dos eixos centrais do programa do festival que, segundo o município de Óbidos, combinou mesas-redondas, performances, música, live drawing, entrevistas, lançamentos e debates temáticos, foram “identidade, geopolítica, cultura e o lugar da literatura no século XXI”. Neste sentido, o público foi “desafiado” a participar, a escutar e a interpelar. As diferentes propostas do festival ampliaram também a própria experiência do festival, “oferecendo novas camadas de leitura e interpretação, num diálogo contínuo entre diferentes formas artísticas”.
“As exposições que ocuparam a vila revelaram-se um dos grandes trunfos desta edição”, salienta o município de Óbidos, “criando pontes entre a literatura as artes visuais”.
O conceito “aeroporto literário” foi dos elementos mais marcantes desta edição. Segundo o município de Óbidos, este paralelismo ganhou corpo na própria ocupação do festival, “que transformou a vila num espaço de partidas e chegadas”. “Cada local tornou-se numa escala”, explica o município, que convidou o público a percorrer diferentes itinerários culturais numa “experiência imersiva”. A força deste conceito é sublinhada pelo vereador da Cultura do município, apontando o “aeroporto literário” como uma” tradução eficaz da missão do festiva”, “cruzar geografias, ideias e vozes”.
“A diversidade da programação e a resposta do público às diferentes propostas validaram a maturidade crescente do projeto, e esse foi também o nosso objetivo”, refere Ricardo Duque, citado em comunicado.
O presidente da Câmara, Filipe Daniel, destaca a clareza do impacto do festival: “O festival Latitudes é hoje uma referência incontornável no panorama cultural nacional e internacional. A qualidade dos convidados, das exposições e da programação confirma Óbidos como um território de criação, pensamento, e de encontro entre culturas”.
O município de Óbidos salientou ainda o destaque dado pelo curador do evento, José Luís Peixoto, à “dimensão do evento”. Para o curador, estar no festival foi um “convite a viajar sem sair do lugar”, onde a literatura foi simultaneamente “um ponto de partida e de regresso”.
O município destaca ainda o sucesso global do evento, sublinhando “o impacto cultural e mediático” alcançado, bem como o contributo do festival para a “afirmação de Óbidos” enquanto destino literário de referência.
“O Festival Latitudes reforça, assim, o seu posicionamento como plataforma internacional de diálogo e de criação, com a ambição de continuar a crescer e a atrair novos públicos, nas próximas edições”, conclui.








