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Passagem da tempestade obriga faróis da região a encerrar ao público

O Farol do Penedo da Saudade, na Marinha Grande, e o Farol do Cabo Carvoeiro, em Peniche, estão encerrados ao público devido a estruturas danificadas na sequência da passagem da depressão Kristin.

Todas as quartas-feiras, a Autoridade Marítima Nacional convida a população a visitar os faróis, uma estrutura importante para guiar navios e sinalizar perigos, que guarda também histórias de faroleiros que por lá passaram e episódios de uma vida passada a vários metros de altitude. 

Tem sido assim todas as quartas-feiras, em vários faróis nacionais, com exeção do Farol do Penedo da Saudade, na Marinha Grande, e do Farol do Cabo Carvoeiro, em Peniche. Os danos causados pela depressão Kristin, em 28 de janeiro, obrigaram ao encerramento ao público. 

“Ambas as estruturas foram afetadas pela passagem das depressões em Portugal Continental, causando estragos no seu edificado”, informa a Autoridade Marítima Nacional (AMN). 

Segundo apurou o nosso jornal junto da AMN, o Farol do Penedo da Saudade encontra-se encerrado a visitas devido a “obras de requalificação, sem data prevista para a sua reabertura”.  

Já o Farol do Cabo Carvoeiro, aquela autoridade esclarece que “encontra-se a realizar trabalhos de manutenção de significativa dimensão”. “Deste modo, de momento, não reúne condições de segurança para a realização de visitas em segurança”, avança a AMN, apontando a reabertura ao público “para o final do ano”. 

Quanto ao Farol da Nazaré, instalado no Forte de S. Miguel de Arcanjo, cuja responsabilidade está a cargo do município, encontra-se operacional. 

Dados de 2025 revelados pela AMN na sua página na Internet apontam para 28.148 visitas aos faróis só naquele ano. 

De referir que a Direção de Faróis tem uma guarnição de 104 elementos, constituída por militares, militarizados e civis. 

Existem ainda 104 faroleiros, que cumprem a sua missão nos faróis, dos quais 60 guarnecem os faróis do Continente, 34 os faróis dos Açores e 10 os faróis da Madeira. 

Até onde a vista alcança 

São mais de uma centena de degraus que o visitante pode subir até chegar ao topo do farol que ilumina as águas de S. Pedro de Moel, no concelho da Marinha Grande, numa altitude de 55 metros. 

Falamos do Farol do Penedo da Saudade, que já ultrapassou a ‘barreira’ centenária. Situado a 800 metros a Norte de S. Pedro de Moel, entrou em funcionamento a 15 de Fevereiro de 1912. 

Tem uma torre com 32 metros de altura e fica situado a uma altitude de 55 metros.  

Ao longo dos anos, foi melhorada a ótica até à instalação de energia elétrica. 

Mais a sul, no concelho de Peniche, o Farol do Cabo Carvoeiro tem uma história parecida. Entrou em funcionamento em 1790, sendo um dos mais antigos da costa portuguesa. Na altura, tinha uma torre com 29,10 metros de altura e 55,52 metros de altitude e dezasseis candeeiros de Argand com refletores parabólicos funcionavam a azeite, com um alcance luminoso que não iria muito além das 9 milhas. 

Uma particularidade: as famílias dos faroleiros que faziam serviço na Berlenga foram alojadas em habitações junto ao farol em 1975. O pessoal começou a fazer serviço nos dois faróis, passando para um regime de turnos. 

Já o farol da Nazaré não precisa de muitas apresentações, tendo em conta que o forte onde se enquadra serve de cenário para retratar as ondas gigantes da Praia do Norte. Foi construído em 1903 sobre uma fortaleza do século XVI para guiar pescadores.  

Hoje, é mundialmente famoso por ser também um observatório privilegiado das ondas gigantes.

Maio 11, 2026 . 13:00

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