
Clube Automóvel reforça papel como ‘motor’ de promoção do território
Com mais de meio século de história, o Clube Automóvel da Marinha Grande (CAMG) tem desempenhado um papel determinante na afirmação do território através do desporto automóvel, tornando-se “um agente ativo” na valorização do concelho. “Trabalhamos com pessoas e para pessoas”, sublinha o vice-presidente, Rui Lopes.
Essa projeção ganha particular expressão com o Rallye Vidreiro Centro de Portugal, uma das mais importantes competições do calendário nacional. “É um dos principais motores de projeção da Marinha Grande”, afirma Rui Lopes, destacando a capacidade do evento para mobilizar a comunidade, atrair visitantes de várias origens e afirmar o concelho no panorama do desporto automóvel.
Contudo, a mais recente edição ficou marcada por um contratempo inesperado. A passagem da tempestade Kristin obrigou ao adiamento da prova - que seria a primeira do Campeonato de Portugal de Ralis -, passando agora para os dias 20 a 21 de novembro. “Foi uma decisão exigente, mas responsável”, garante o dirigente, sublinhando o sentido de responsabilidade da organização já que colocou as pessoas, as comunidades e o território “em primeiro lugar”.
Ainda assim o adiamento trouxe desafios significativos. “Tínhamos o rali preparado em cerca de três meses”, explica Rui Lopes, recordando que a prova assumia ainda maior relevância por se situar entre o final do calendário de 2025 e o arranque de 2026. A alteração implicou “um esforço significativo a nível logístico e financeiro”, obrigando à reorganização de toda a operação. Ainda assim, destaca a resposta conjunta, já que as entidades competentes, nomeadamente a FPAK – Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, os municípios, parceiros e a equipa do CAMG “permitiram garantir a concretização do evento”.
A articulação entre instituições surge, aliás, como um fator-chave do sucesso do CAMG. “Quando existe alinhamento estratégico, é possível potenciar recursos, ampliar a projeção do território e gerar um impacto mais consistente e sustentável”, refere. Para o clube, esta cooperação estende-se também ao tecido empresarial, criando oportunidades de divulgação e recrutamento em setores como a indústria e os serviços.
Sobre o impacto do rali, Rui Lopes acredita que vai muito além da vertente desportiva. “Gera um impacto direto na economia local e regional, dinamizando diversos setores”, sublinha, apontando ainda o papel do evento como instrumento de promoção turística e de visibilidade externa da região.
De olhos postos no futuro, o CAMG quer continuar a crescer de forma sustentada, apesar de acreditar que o associativismo enfrenta hoje vários desafios, defendendo a necessidade de adaptação. O objetivo passa por “reforçar a qualidade” das provas do CAMG e consolidar o posicionamento do clube “como referência no panorama nacional”.
Para além do Rallye Vidreiro, o clube mantém-se ativo noutras iniciativas. Rui Lopes destaca a colaboração com a Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos, na organização de um rali em junho, e com a Câmara Municipal de Castanheira de Pera, numa prova do Rally Series em setembro, além de outras iniciativas na própria cidade.
Quanto ao panorama nacional, a leitura é clara: o setor automóvel está cada vez mais exigente e profissional, e o CAMG acompanha essa evolução, apostando na inovação, segurança e sustentabilidade. O compromisso, garante, é contribuir para o crescimento da modalidade, sempre com foco no impacto positivo na comunidade e na economia regional.
No âmbito do Dia do Município, a mensagem final reforça a ligação à comunidade: “O Clube Automóvel da Marinha Grande é, e continuará a ser, um clube da Marinha Grande e para a sua comunidade”, salientou Rui Lopes, deixando ainda um agradecimento “sincero e muito especial” a sócios, voluntários, parceiros e entidades, que são a base para “continuar a construir o futuro”.







