
Empate justo atrasa SL Marinha na luta pelo título distrital
O aguardado dérbi da Marinha Grande não desiludiu. Num jogo intenso, emotivo e com muita chuva, o SL Marinha resgatou o empate (2-2) no último suspiro, num desfecho que se afigurou o mais justo perante o que as duas equipas produziram, mas que atrasa a turma vidreira na luta pelo título distrital.
O encontro iniciou-se com a habitual fase de estudo, muito disputado a meio-campo, mas a astúcia do AC Marinhense não tardou a fazer estragos. À passagem do minuto 11, numa bola aliviada para a zona frontal, Santiago Gomes fugiu rápido da marcação e armou um remate forte que inaugurou o marcador.
Em desvantagem, o SL Marinha reagiu de imediato com um futebol mais direto. Frederico Cabral, muito dinâmico no flanco direito, começou a desequilibrar e esteve perto do empate com um remate forte à meia volta, esbarrando numa intervenção monumental de Martim Estrela.
Do outro lado, o Marinhense continuava perigoso nas transições, com Martim Sabino a atirar e a rasar o poste, antes do intervalo.
A etapa complementar arrancou sob o signo de um futebol mais aberto. Desta forma, e a precisar de anular a desvantagem, a equipa de Joaquim Trindade assumiu as despesas do jogo, enquanto a turma de Renato Sousa geria o ritmo e tentava ferir através de contra-ataques rápidos e em profundidade.
Na entrada para o último quarto de hora, a persistência caseira deu frutos: após um excelente trabalho coletivo pela esquerda, a bola chegou a João Monteiro (Jota) que, à entrada da área, desferiu um remate rasteiro e colocado, restabelecendo a igualdade.
Com o empate, o jogo partiu-se. Tiago Bento ainda brilhou a grande altura para negar o golo a Santiago Gomes, mas a eficácia nas bolas paradas acabaria por ditar nova alteração no marcador.
Assim, perto do final, na sequência de um canto exemplarmente cobrado pelo mesmo Santiago Gomes, Tomás Figueiredo subiu mais alto que todos na área e, com um cabeceamento fulminante executado de cima para baixo, fixou o 1-2.
Nos minutos finais, quando o Marinhense tentava controlar o relógio e os nervos pareciam tomar conta da turma da casa, o SL Marinha foi buscar forças onde elas já escasseavam. Assim, Frederico Cabral deixou um primeiro aviso ao cabecear à trave. Depois a ameaça concretizou-se: num lance na pequena área, Fred saltou imperial e cabeceou para o golo da igualdade com o qual selou a justiça no jogo.
A equipa de arbitragem rubricou um trabalho regular do ponto de vista técnico, mas pecou pela permissão de demasiadas paragens no jogo.







