
Banco de Fomento já colocou 1.150 milhões de euros em empresas afetadas pela Kristin
“O país perdeu, numa noite [28 de janeiro], 5.300 milhões de euros, praticamente 2% do PIB. O Banco Português de Fomento (BPF) já colocou 1.150 milhões de euros na conta de 6.000 empresas. Temos aprovados mais 400 milhões de euros em mais 2.500 empresas e temos o compromisso de chegar ao final deste semestre com os 2.000 milhões iniciais nas 9.000 a 10.000 empresas que têm que ser apoiadas”, afirmou Gonçalo Regalado, CEO do BPF, durante um jantar com empresários e líderes da região de Leiria, realizado no âmbito da segunda edição das Factory Talks.
Referindo-se às linhas de apoio à reconstrução lançadas pelo BPF para apoiar as empresas e entidades afetadas pela tempestade Kristin, Gonçalo Regalado afirmou que, “enquanto houver empresas, e ainda há muitas, que não têm o seu apoio, o BPF não descansará”.
Durante o jantar, que reuniu um grupo de líderes para uma conversa estratégica sobre o futuro e o desenvolvimento do ecossistema empresarial da região de Leiria, Gonçalo Regalado desafiou os empresários a retomarem “com ambição”. “O Banco vai ter instrumentos novos para a exportação, o investimento, o crescimento e, sobretudo, para criar emprego de qualidade, guardar o que é o mais importante desta terra, que é o empreendedorismo dos empresários e o talento dos cidadãos que estudem na universidade e aqui fiquem”, salientou o CEO do BPF.
Já o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses, Pedro Pimpão, referiu que “esta região foi abalada, mas não foi derrubada”. “Estamos vivos e com força. Não fazemos nada sozinhos e estamos aqui também a trabalhar num esforço de valorizarmos a nossa rede regional, que depois também terá repercussão a nível nacional”, assumiu.
“Hoje é um dia relevante para dizermos que continuamos disponíveis para fazer investimento e, junto da tutela, vamos também exigir que nos sejam dados os recursos financeiros para podermos fazer esse investimento. Estamos ao lado dos empresários. E, apesar das dificuldades que ainda subsistem, estamos determinados a que esta região se continue a assumir como uma região empreendedora e liderante, do ponto de vista do desenvolvimento económico regional”, concluiu Pedro Pimpão.








