
“Os danos da Kristin não terminaram”
Começo pelo fim. Que mensagem gostaria de deixar à população no Dia do Município, quase quatro meses depois da passagem da depressão Kristin?
A mensagem que deixo aos leirienses é que tenho muito orgulho naquilo que é a garra e a determinação desta comunidade e que no futuro serão chamados a reerguer um concelho que foi fortemente destruído. Tenho a certeza de que vamos ter uma oportunidade de reconstruir o nosso concelho, mas para isso é preciso muita união, muita paciência e muita resiliência.
Como é que viveu aquelas primeiras horas?
São horas de tentar perceber que há um impacto muito grande. Ter a noção do que aconteceu, até com a ajuda dos fotojornalistas, que mostraram as primeiras fotografias. À medida que começámos a receber testemunhos de pessoas presencialmente e depois de fazer a reunião com as juntas de freguesia, percebe-se que o efeito é catastrófico e que tem dimensão em todo o concelho. A partir dali, percebemos que estávamos perante um fenómeno em que iríamos passar muitos dias de sofrimento.
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