
Coleção de Arte Contemporânea do Estado mostra 36 obras na Villa Portela
Uma exposição com 36 obras de 28 artistas da Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE) foi inaugurada na sexta-feira, em Leiria, no Centro de Artes Villa Portela, que reabre após obras de recuperação dos estragos provocados pelo mau tempo.
‘Corpo-Fantasma’ ocupa várias salas do edifício principal do complexo municipal que Leiria dedica à arte contemporânea.
O Centro de Artes Villa Portela (CAVP) recebe até ao final de agosto obras de pintura, escultura, fotografia e vídeo, sob curadoria de Marta Espiridião.
Entre a seleção, estão obras de Ana Mendieta, Adriana Proganó, Bruno Zhu, Cindy Sherman, João Gabriel, Lourdes Castro, Maria José Palla e Mariko Mori.
De acordo com a curadora, o título ‘Corpo-Fantasma’ surge “da perceção de que em várias obras da coleção [CACE], o corpo humano estava presente de formas visíveis mas também invisíveis, como uma assombração”.
Segundo informação do município de Leiria, a exposição propõe “o fantasma como metáfora que evoca o que já passou e antecipa o que está por vir”.
“Através de um percurso livre e não linear, as obras exploram o território entre o visível e o invisível, onde a figura humana se constrói na tensão entre presença e ausência”, lê-se na informação distribuída.
O facto de ocupar um espaço recentemente recuperado, a Villa Portela, inaugurada como centro de artes em setembro de 2025, confere à exposição “uma dimensão acrescida”: “Estabelece um diálogo direto com temas como memória, perda e renovação, sublinhando o papel da arte contemporânea enquanto instrumento de reflexão crítica e transformação”, acrescenta a autarquia.
A inauguração foi realizada na sexta-feira no âmbito no Dia do Município, no contexto do regresso à atividade do Centro de Artes Villa Portela, que ficou gravemente afetado pela depressão Kristin, encerrando portas após o dia 28 de janeiro.
Os trabalhos de recuperação consistiram em intervenções como a reparação de estruturas, requalificação de espaços expositivos e reposição de condições técnicas necessárias para o acolhimento de programação cultural.
Também os jardins receberam uma intervenção profunda, após o mau tempo ter provocado a queda ou danos em mais de 150 árvores, algumas das quais centenárias.
O programa de reabertura incluiu um espetáculo que marcou o início do ciclo ‘Serenatas e divertimentos em família’, da responsabilidade dos Solistas SAMP.
Junto ao lago do jardim, um repertório eclético convidou a "uma viagem musical", que teve como ponto de partida "as serenatas e divertimentos de Mozart, até à música erudita dos nossos dias".








