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Banco Alimentar Contra a Fome realiza primeira campanha do ano

A 47.ª campanha de recolha do Banco Alimentar realiza-se este fim de semana, com o apoio de milhares de voluntários

O Banco Alimentar volta a mobilizar a comunidade este fim de semana para mais uma campanha de recolha de bens alimentares, numa iniciativa que assinala a 47.ª edição e visa apoiar dezenas de instituições e famílias em situação de carência.  

O Banco Alimentar Contra a Fome de Leiria-Fátima vai estar presente em mais de 80 supermercados, contando com o apoio de cerca de 1.500 voluntários. 

António Oliveira, presidente do Banco Alimentar Contra a Fome de Leiria-Fátima, espera nesta campanha que os cidadãos continuem a revelar o seu “espírito solidário e empático para com os outros que estão a passar a carências”, apelando especialmente à doação de enlatados, arroz, massas, aleite, bolachas, cereais, óleo e azeite, mas também “um pouco de tudo”.  

Acerca da campanha no contexto socioeconómico atual, António Oliveira explicou ao Diário de Leiria que “é de esperar que haja alguma alteração naquilo que era o padrão dos donativos e das recolhas”. “Quem ajudava antes quer continuar a ajudar, apesar das dificuldades que possa estar a experienciar”, salientou o responsável, admitindo que que “as quantidades podem sofrer alterações e o tipo de produto doado também pode sofrer alterações”.  

“Há aqui o receio de que as pessoas possam querer ajudar, mas com produtos que sejam mais económicos”, acrescentou António Oliveira, enfatizando que “seja com que recursos for, com que alimentos for, ajudar é o mais importante”.  

António Oliveira avança que “não foi percetível” um aumento do número de pedidos de ajuda, sobretudo depois da passagem da depressão Kristin. “A própria situação decorrente da depressão Kristin colocou no terreno um conjunto de ajudas que foram essenciais para algumas famílias”, explicou.   

José Carvalho, presidente do Banco Alimentar Contra a Fome do Oeste, explicou ao Diário de Leiria que o número de pessoas apoiadas pela organização está estabilizado, entre as 9.500 e as 10.000, distribuídas por 63 instituições. Uma consequência ainda dos anos de pandemia. 

“Normalmente quem contribui mais são as pessoas com menos recursos”, admitiu José Carvalho, porque “sabem que precisam também do apoio dos outros”.  

O processo de distribuição dos alimentos recolhidos é feito pelas próprias instituições, que “sinalizam” as pessoas que mais necessitam da ajuda, detalhou José Carvalho. Este processo é feito após o próprio Banco Alimentar distribuir os alimentos pelas instituições.  

O presidente do Banco Alimentar Contra a Fome do Oeste espera ter nesta campanha entre 800 e 1.000 voluntários, e alcançar a meta de 45 toneladas de doações.  

Campanha mobiliza 40 mil voluntários em todo o país 

No total, 21 Bancos Alimentares realizam uma nova campanha de recolha de alimentos, que mobiliza cerca de 40 mil voluntários. Para além da campanha presencial, na qual os portugueses podem doar alimentos em mais de 2.000 superfícies comerciais espalhadas por todo o país, a recolha prosseguirá até dia 7 de junho através dos vales disponíveis nos supermercados e também no canal ‘online’ www.alimentestaideia.pt. 

Para Isabel Jonet, presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, “as campanhas de recolha de alimentos são muito importantes para angariar produtos básicos e para mobilizar toda a sociedade”.  

“Em particular, numa altura em que a situação continua muito difícil para muitas famílias, em resultado do impacto da instabilidade internacional que provocou um aumento do preço dos produtos alimentares e da energia e que tem gerado muita apreensão sobretudo junto das famílias mais vulneráveis. Os impactos fazem-se sentir tanto nas famílias como nas instituições de solidariedade que as apoiam. A ajuda alimentar prestada nos lares, no apoio domiciliário, creches, jardins infantis e ainda nos cabazes entregues a famílias acompanhadas é determinante e integra também a certeza de que não estão sós”, afirma Isabel Jonet, citada em comunicado. 

De referir que os 21 Bancos Alimentares, em parceria com cerca de 2.400 instituições e entidades que atuam no terreno, distribuem diariamente bens alimentares a mais de 370 mil pessoas em Portugal.  

Maio 30, 2026 . 13:30

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