
Empresa aposta no turismo para “mostrar a beleza” da região
O grupo Ibericador, ligado há mais de 25 anos ao fabrico de portões de alumínio para exteriores, está a diversificar a atividade em Figueiró dos Vinhos com projetos nas áreas do alojamento local e restauração.
A empresa, detida por Patrícia Moredo e Vítor Tavares, começou por operar com o nome Mavigrade, numa área ligada ao fabrico de grades e estruturas metálicas. Após a venda dessa vertente do negócio, o grupo “renasceu” com a designação Ibericador e especializou-se na produção e fornecimento de portões de alumínio.
Nos últimos anos, os empresários decidiram investir em Figueiró dos Vinhos, onde adquiriram e recuperaram dois edifícios: o Palacium Alojamento Local e o Paris by Palacium, que integra snack-bar, restaurante e alojamento.
“Gostámos da terra, vimos que tinha potencial e decidimos investir aqui em Figueiró”, afirma Patrícia Moredo, responsável pelos projetos ligados ao alojamento e restauração.
O primeiro investimento foi o Palacium, um edifício centenário datado de 1905, recuperado quase na totalidade pelos proprietários. O espaço abriu ao público em agosto do ano passado e dispõe atualmente de nove quartos. “O conceito do Palacium é dar a conhecer Figueiró. Aproveitámos a estrutura original do edifício e quisemos mostrar a beleza que a terra tem”, explica a responsável.
Segundo Patrícia Moredo, grande parte dos hóspedes são estrangeiros, atraídos pela componente histórica e pela arquitetura do edifício.
“Os estrangeiros gostam muito da história e da decoração do espaço, precisamente por ser um edifício antigo”, refere.
Mais recentemente, o grupo avançou com o Paris by Palacium, espaço que resulta da remodelação de um antigo restaurante e alojamento já conhecido na vila. O objetivo passou por criar um conceito “mais jovem” e diferenciado da restante oferta existente no concelho.
A abertura do espaço acabou por ser antecipada devido à tempestade que afetou a região. Patrícia Moredo explica que decidiu avançar mais cedo com o snack-bar para apoiar a população numa altura em que muitos habitantes enfrentavam problemas relacionados com falhas de eletricidade e internet.
“Tínhamos luz e internet e decidimos abrir para ajudar as pessoas, para poderem carregar telemóveis, contactar familiares e ter um espaço onde estar”, recorda.
Além da aposta turística, a empresária considera que os projetos respondem a necessidades identificadas no território, nomeadamente na oferta de alojamento e restauração. “Percebemos que havia poucas opções para quem procurava ficar em Figueiró”, explica.
Apesar da aposta, Patrícia Moredo admite que o setor enfrenta desafios, sobretudo devido ao aumento generalizado dos custos. “Está tudo mais caro e isso acaba por afetar toda a gente. Tentamos manter preços acessíveis, mas sentimos as dificuldades como qualquer empresa”, sublinha.
A empresária recorda ainda o impacto recente da depressão Kristin que afetou a região, situação que levou ao cancelamento de reservas no alojamento durante várias semanas.
Ainda assim, o grupo mantém a aposta em Figueiró dos Vinhos, numa estratégia que procura conjugar investimento, recuperação patrimonial e dinamização turística do interior.






