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As fotografias não conseguem mostrar verdadeiramente a dor das pessoas

Sem comunicações, sem eletricidade e isoladas do resto do país, as populações enfrentavam um nível de destruição que o fotojornalista descreve como “brutal”, num território onde as primeiras fotografias acabariam por se tornar a única ponte entre o caos e o exterior

Após a passagem da depressão Kristin pela região de Leiria, o silêncio instalou-se antes mesmo de chegarem as notícias. Não havia comunicações, não havia eletricidade e, durante largas horas, também não havia verdadeira dimensão da tragédia.

Foi nesse vazio que o fotojornalista do Observador João Porfírio entrou em Leiria e na Marinha Grande, encontrando um cenário que lhe trouxe memórias imediatas das zonas de guerra onde já trabalhou. “Sem dúvida que encontro um grande paralelo”, recorda.

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Junho 1, 2026 . 13:15

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