
Agostinho e Sérgio percorreram a Nacional 2 em bicicleta com sucesso
Missão cumprida. Depois de 13 etapas, cerca de 739 quilómetros percorridos e muitas horas de esforço sobre duas rodas, Agostinho Rodrigues e Sérgio Marcelino concluíram a travessia da Estrada Nacional 2 entre Chaves e Faro ao volante de uma bicicleta. A chegada ao quilómetro 738 marcou o fim de uma aventura exigente, mas também o sucesso de uma iniciativa solidária que permitirá apoiar famílias e/ou instituições através dos donativos associados aos quilómetros pedalados.
“Quando finalmente avistámos o final da Estrada Nacional 2, a emoção tomou conta de nós. A sensação foi simplesmente indescritível. Depois de tantos quilómetros percorridos, tantas horas de bicicleta, tanto esforço, sacrifício, desgaste físico e mental, chegámos ao fim”, escreveu Agostinho Rodrigues no balanço da aventura, divulgado ao nosso jornal.
A última etapa ligou Almodôvar a Faro, numa distância de cerca de 80 quilómetros. Pelo caminho, a dupla enfrentou as exigentes subidas e descidas da Serra do Caldeirão, passando por locais como o Miradouro do Bispo, Atalaia, Alportel e São Brás de Alportel, antes de chegar à capital algarvia. O calor intenso e o desgaste acumulado ao longo de quase duas semanas de aventura tornaram a jornada ainda mais exigente.
Ao longo da viagem, Agostinho Rodrigues, de 66 anos, e Sérgio Marcelino, de 60, percorreram a mítica estrada que atravessa Portugal de Norte a Sul, sem carro de apoio e apenas com o essencial transportado nas bicicletas.
Além de um desafio desportivo, a iniciativa teve desde o início uma vertente solidária. Por cada quilómetro percorrido, a empresa Lusical comprometeu-se a doar pelo menos um euro, valor que será convertido em bens destinados a apoiar famílias e instituições.
“Houve abraços, sorrisos, lágrimas e momentos de silêncio difíceis de explicar por palavras. Não celebrávamos apenas a conclusão de uma viagem; celebrávamos a concretização de um sonho e a certeza de que todo este esforço serviu um propósito maior: ajudar quem mais precisa”, referiram.
Os ciclistas admitem que houve momentos de grande desgaste físico e mental, agravados pelo calor e pela dureza de algumas etapas. Ainda assim, garantem que nunca colocaram em causa a conclusão do desafio.
“Na nossa cabeça, o objetivo nunca esteve verdadeiramente em causa, mas a verdade é que custou muito. Houve dias difíceis, momentos de fadiga extrema e desafios constantes. No entanto, nunca desistimos. A força de vontade, a amizade, o espírito de equipa e a solidariedade permitiram-nos superar todas as dificuldades até alcançar esta dura mas extraordinária vitória”, sublinhou.
A missão ainda não terminou. A dupla espera agora mobilizar mais pessoas e empresas para aumentar a ajuda destinada a famílias e instituições, transformando cada quilómetro percorrido em bens para quem mais precisa.










