Última Hora
Pub Dl Agendainova 20260605
Pub Dl Ipcb Cursos 20260527
Pub Dl Opticone 20260611
Pub Dl Inova Webinar 20260611
Pub

Morreram 57 pessoas afogadas nos primeiros cinco meses do ano

Desde o início do ano e até 31 de março foram registadas 36 mortes no meio aquático, "o valor mais elevado desde o início da série histórica do Observatório do Afogamento, em 2017".

Cinquenta e sete pessoas morreram afogadas em Portugal até 31 de maio, segundo dados provisórios divulgados hoje pelo Observatório do Afogamento da Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores (FEPONS).

Em comunicado, a FEPONS divulga um relatório que analisa apenas o período entre 01 de janeiro e 31 de março, no qual foram registados 36 mortes no meio aquático, mas avança com dados provisórios até ao fim de maio, que apontam para 57 mortes.

“Este valor [57 mortes] é praticamente idêntico ao registado no mesmo período de 2024 (58 mortes), que constituiu o pior período homólogo desde o início da série histórica do Observatório do Afogamento, em 2017”, segundo a FEPONS.

No comunicado, o Observatório adianta que vai pedir reuniões institucionais com as entidades governamentais para apresentar propostas concretas destinadas a reduzir o número de afogamentos em Portugal.

Desde o início do ano e até 31 de março foram registadas 36 mortes no meio aquático, "o valor mais elevado desde o início da série histórica do Observatório do Afogamento, em 2017", adianta a FEPONS, acrescentando tratar-se de um aumento de 28,6% face ao mesmo período de 2025.

De acordo com a Federação, estes dados confirmam uma tendência preocupante de crescimento das mortes por afogamento.

A maior parte das mortes ocorridas no primeiro trimestre do ano sucederam nos rios com 17 vítimas (47,2%), seguido do mar com sete (19,4%), estradas inundadas (11,1%), poços e barragens (ambos com 8,3%) e porto de abrigo e piscina doméstica (ambos com 2,8%).

A maioria das pessoas que morreram por afogamento eram homens (69,4%) com idades entre os 20 e os 24 anos.

Segundo a FEPONS, 100% das ocorrências ocorreram em locais sem assistência a banhistas.

Quanto à distribuição geográfica, 13,9% dos casos aconteceram no distrito de Coimbra, 11,1% em Braga e na ilha da Madeira.

“Os dados demonstram que o afogamento continua a ser um problema de segurança pública que exige uma resposta nacional coordenada e baseada na prevenção”, observa a Federação.

Na nota, a FEPONS alerta para a importância de reforçar as medidas de prevenção e educação para o risco aquático, implementar medidas específicas para rios, barragens e outras águas interiores, rever a legislação da assistência a banhistas, adequando-a à realidade atual, criar mecanismos que permitam atrair e reter mais nadadores-salvadores, reduzindo a escassez de profissionais que todos os anos afeta o início da época balnear e apostar em sistemas de avaliação de risco e prevenção.

O Observatório do Afogamento é um sistema criado pela Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores, para contabilizar as mortes por afogamento em Portugal.

O registo é realizado por ‘links’ de recortes de jornal ou imagens destes.

A época balnear de 2026 decorre oficialmente entre 15 de abril e 31 de outubro, estando identificadas 673 águas balneares em todo o território nacional.

A praia de Porto Moniz, no arquipélago da Madeira, foi a primeira do país a iniciar a temporada, em 15 de abril.

 

Junho 16, 2026 . 13:45

Partilhe este artigo:

Junte-se à conversa
0

Espere! Antes de ir, junte-se à nossa newsletter.

Comentários

Seguir
Receba notificações sobre
0 Comentários
Fundador: Adriano Lucas (1883-1950)
Diretor "In Memoriam": Adriano Lucas (1925-2011)
Diretor: Adriano Callé Lucas
94 anos de história
bubblecrossmenuarrow-right