
Aprovada requalificação da antiga Adega das Cortes
O projeto da primeira fase da requalificação da antiga Adega das Cortes foi apresentado na segunda-feira na reunião de Câmara de Leiria, num investimento superior a 2,2 milhões de euros.
“Trata-se de um complexo constituído por três edifícios. Neste momento estamos a avançar com a fase 1. As segundas e terceiras fases estão em projeto de execução e dizem respeito à praça, que foi dividido entre o talude junto ao rio e a praça central”, explicou a arquiteta Inês Romão.
O município de Leiria adiantou que na primeira etapa, será intervencionado o edifício onde, semanalmente, acontece o mercado local e onde estavam também instalados os antigos depósitos de vinho, estando prevista a criação de novas instalações para o Mercadinho nesta última zona, com a transformação do espaço numa área mais ampla, ventilada e acessível, o que irá permitir, numa outra fase, a colocação de bancas amovíveis e a realização de outros pequenos eventos.
Na zona central será criado um foyer , espaço destinado a exposições permanentes ou temporárias, cujo destaque irá para o canal de rega existente, através da colocação de um vidro no pavimento.
O edifício, que será batizado de ‘Edifício Lis’, terá também com uma sala multiusos e dois espaços de apoio, uma copa e bastidores, permitindo a realização de uma ampla diversidade de eventos, os quais poderão contar ainda com uma cozinha e com diversos espaços complementares às festividades anuais da antiga freguesia das Cortes.
As outras duas fases do projeto preveem intervenção nas zonas exteriores: a criação da Praça da Adega no espaço em frente ao edifício a requalificar, onde poderão decorrer eventos com diversos fins, e a Praça das Artes, um anfiteatro a instalar na parte de trás, onde se poderão realizar espetáculos.
A requalificação “pretende valorizar a importância patrimonial e histórica do espaço, atribuindo-lhe nova utilidade e potencial turístico-cultural”, reforça a autarquia numa nota de imprensa.
Por se situar parcialmente em área de Reserva Ecológica Nacional, o executivo aprovou o pedido de declaração de interesse público municipal, que foi publicado em Diário da República, em 2025.
O município estima que as obras tenham uma duração de dois anos.







