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BA5 vai ter centro de operações para reforço de vigilância aos incêndios

Centro de Operações Permanente será ativado na Base Aérea de Monte Real com vista ao reforço da vigilância aérea, com prioridade para os concelhos mais afetados pela tempestade Kristin

O Governo determinou na sexta-feira o reforço da vigilância aérea face ao aumento do perigo de incêndio rural nos próximos dias, com prioridade para os 26 concelhos fortemente afetados pela tempestade Kristin, em que a Base Área de Monte Real terá um papel central.

O reforço da vigilância aérea decorrerá na área de atuação do Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO), na zona centro do país, numa iniciativa dos ministros da Defesa Nacional, Nuno Melo, e da Administração Interna, Luís Neves.

"A prioridade de vigilância incidirá sobre os 26 concelhos fortemente afetados pela tempestade Kristin, que provocou um aumento muito significativo da carga combustível existente no terreno, traduzindo-se num risco acrescido de ocorrência e propagação de incêndios rurais, justificando o reforço das medidas de vigilância, deteção precoce e combate de forma autónoma por parte das Forças Armadas", destacaram os dois ministérios num comunicado conjunto.

Durante o período de alerta, será ativado um Centro de Operações Permanente na Base Aérea nº 5 (BA5) em Monte Real, que funcionará como base avançada de apoio ao CIPO, sob coordenação do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), pode ler-se.

"Estará posicionado nesta Base Aérea um conjunto significativo de meios aéreos da Força Aérea Portuguesa e da Marinha, aumentando a capacidade de cobertura das zonas de maior risco", destacaram os ministérios.

Estarão em prontidão as aeronaves P-3C CUP+ (aeronave de patrulhamento de longo alcance, dotada de sensores de elevada capacidade para vigilância aérea e recolha de informação em vastas áreas do território), EADS C-295M (aeronave de vigilância equipada para missões de reconhecimento, observação e monitorização de grandes áreas, permitindo a deteção precoce de ocorrências e o apoio à coordenação operacional), e um helicóptero UH-60L Black Hawk (helicóptero multifunções com elevada mobilidade e capacidade para reconhecimento aéreo, transporte, combate a incêndios e apoio às operações de proteção e socorro).

A decisão foi tomada face às previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que "apontam para um agravamento das condições meteorológicas nos próximos dias, com temperaturas elevadas, tempo quente e seco e consequente aumento do perigo de incêndio rural", sublinharam ainda.

Na quarta-feira, a meteorologista Maria João Frada apontou que as temperaturas vão subir a partir de sábado, sendo provável que se mantenham muito elevadas esta semana, com temperaturas que podem chegar aos 40 graus, ou ser superiores, em algumas regiões.

"Em principio e é um cenário bastante provável porque os modelos vêm a apontar para esse cenário já há alguns dias, (…) e têm vindo a convergir é que a partir de dia 20, sábado, começa a haver uma subida de temperatura que será mais significativa e é provável que se prolongue durante parte da próxima semana pelo menos. Ainda falta bastante tempo", disse à Lusa a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

A confirmar-se o cenário, segundo Maria João Frada, é muito provável que o IPMA venha a emitir aviso de tempo quente em parte dos distritos no fim de semana, podendo ser alargados gradualmente a todo o Portugal continental, a partir de segunda-feira a todos.

O Governo apelou também no comunicado divulgado na sexta-feira "à máxima responsabilidade de todos os cidadãos", lembrando que "durante os períodos de maior perigo de incêndio rural, qualquer comportamento negligente pode ter consequências graves para as pessoas, os bens e o património natural".|

Junho 19, 2026 . 19:00

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