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Dos postos de vigia pode nascer o primeiro alerta para evitar uma tragédia
Durante oito horas por dia, João Serápio mantém os olhos postos na floresta à procura daquilo que ninguém quer ver surgir. No alto da torre de vigia em São Pedro de Moel, qualquer coluna de fumo pode ser o primeiro sinal de um incêndio.
O nevoeiro que cobria parte da paisagem escondia o horizonte que, em dias mais limpos, se estende até Peniche, às Berlengas ou à Figueira da Foz. Mas nem a visibilidade mais reduzida afastava João Serápio da janela do posto de vigia do Ponto Novo em São Pedro de Moel, na Marinha Grande.
De binóculos na mão, percorria lentamente a paisagem, à procura daquilo que ninguém quer ver surgir. Qualquer coluna de fumo pode ser o primeiro sinal de um incêndio e, nestes dias de verão, a vigilância não permite distrações.
Construído em 1937, em pleno Pinhal de Leiria, o posto de vigia do Ponto Novo é um dos mais antigos da região e integra a rede nacional de vigilância da floresta, coordenada pela Guarda Nacional Republicana (GNR).
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Junho 22, 2026 . 08:30








