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Nova licença vai ampliar ação da Valorfito no setor agrícola português

No ano em que o sistema Valorfito celebra 20 anos de atividade, a entidade obtém agora uma nova licença que amplia a área de atuação, valorização e recolha dos resíduos agrícolas no pais.

As embalagens secundárias dos produtos agrícolas, como fertelizantes, rações e batata de semente, passam agora a integrar a rede de recolha do sistema Valorfito, responsável pela gestão de resíduos de embalagens primárias de produtos agrícolas a nível nacional.

Se até 2024, o sistema estava focado essencialmente na gestão das embalagens primárias, de fitofarmacêuticos, biocidas e sementes, este apresenta-se como um “alargamento muito significativo no âmbito da atuação da Valorfito, que aumenta o potencial ambiental do sistema, mas também a sua exigência operacional”, afirmou António Dias, diretor geral da Valorfito .

Sobre os desafios, o diretor geral contou ao nosso jornal que este alargamento implica a gerência de volumes maiores, de maior diversidade de materiais e novas dinâmicas logísticas, exigindo um “esforço” para a sensibilização e capacitação dos diferentes agentes envolvidos no processo, para garantir que estes novos resíduos são corretamente encaminhados para o sistema.

“É uma nova fase que traz desafios acrescidos, mas também uma oportunidade importante para reforçar o contributo da agricultura para a economia circular”, rematou António Dias.

A obtenção da nova licença representa um dos momentos mais importantes da história da entidade, que atua no setor agrícola desde 2006, com a responsabilidade de recolher e valorizar as embalagens de produtos usados na agricultura.

Segundo o diretor geral, quando a Valorfito iniciou atividade, o principal desafio era “criar uma resposta estruturada para a gestão das embalagens agrícolas usadas”, num período em que a “sensibilização para estas questões era ainda reduzida e não existia uma cultura consolidada de devolução destes resíduos”. Para isso, “foi necessário construir praticamente de raiz uma rede nacional de recolha, mobilizar distribuidores, agricultores e indústria”, criar procedimentos e promover uma mudança de comportamentos entre as variadas entidades que fazem parte do processo.

Com duas décadas de atividade, a Valorfito construiu um sistema nacional de recolha e valorização, mobilizando agricultores, distribuidores, indústria e operadores, contribuindo para uma mudança de comportamentos por parte da comunidade. Estas conquistas por parte do sistema, “representam a construção de uma cultura de responsabilidade ambiental que hoje está muito mais presente na agricultura portuguesa do que estava há duas décadas”, reforçou António Dias.

O balanço feito pelo responsável é “muito positivo e, acima de tudo, de enorme satisfação pelo caminho percorrido”, onde António Dias destacou alguns dos momentos que mais marcaram o desenvolvimento do sistema e a capacidade de a Valorfito se afirmar como “uma referência nacional na gestão de resíduos agrícolas”. “A criação da própria rede nacional de Pontos de Retoma, que permitiu dar escala ao sistema e garantir cobertura em todo o território, e o crescimento progressivo das taxas de recolha, a consolidação das parcerias com os diferentes agentes do setor”, afirmou o diretor geral.

De mãos dadas com a evolução do sistema também está a consciência ambiental, que, segundo António Dias, “é muito superior à que existia há 20 anos”.

“A correta gestão das embalagens agrícolas passou de uma obrigação pouco conhecida para uma prática amplamente reconhecida como parte integrante da atividade agrícola”, relatou.

Ainda assim, com “desafios e margem para melhorar”, a Valorfito verificou que “os agricultores compreendem cada vez mais o impacto positivo que têm quando participam no sistema, que existe uma maior preocupação com a sustentabilidade, com a proteção dos recursos naturais e com a adoção de boas práticas ambientais”.

Junho 25, 2026 . 10:00

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