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Festas de Porto de Mós homenageiam cerca de 1.800 estrangeiros que vivem no concelho

Na Gala dos Prémios D. Fuas, que marca o arranque dos festejos de Porto de Mós, presidente Jorge Vala realçou o “simbolismo particular” desta edição das tradicionais festas.

Os cerca de 1.800 estrangeiros de quase 50 nacionalidades que vivem em Porto de Mós são homenageados nas Festas de São Pedro, que arrancaram ontem naquele concelho do distrito de Porto de Mós, destacou o presidente da câmara.

Na Gala dos Prémios D. Fuas, que marca o arranque dos festejos de Porto de Mós, presidente Jorge Vala realçou o “simbolismo particular” desta edição das tradicionais festas, dedicadas ao tema 'Encontro de culturas'.

“Não podemos ignorar aqueles que escolheram Porto de Mós para trabalhar, viver e partilhar a sua cultura. Por isso, as festas de São Pedro deste ano ganham um significado mais profundo porque as vamos viver sob o signo do encontro de cultura”, disse o autarca.

O encontro de culturas é a forma do concelho agradecer a quem, “vindo de fora, com o seu suor e competência, ajuda a escrever o desenvolvimento sustentado que Porto de Mós reconhece”.

“São quase 1.800 estrangeiros residentes estrangeiros, de cerca de 50 nacionalidades diferentes e que, por si só, contribuem para a Segurança Social, por mês, como mais de 700 mil euros”, detalhou Jorge Vala.

No início dos Prémios D. Fuas, que reconhece e distingue o tecido empresarial do concelho, o autarca agradeceu “a todos os empresários do nosso concelho, homens e mulheres, que com visão e resiliência mantêm as nossas empresas vivas, geram emprego e fixam riqueza no território”.

Mas, acrescentou, dirigindo-se aos empresários e entidades presentes na sessão, “permitam-me que reconheça os nossos trabalhadores estrangeiros”: “São eles que, lado a lado com os restantes trabalhadores, operam as máquinas, manejam os materiais, cuidam das linhas de produção, servem às mesas, assistem nos lares e tantas outras tarefas que movem o nosso quotidiano”.

Em Porto de Mós, um concelho sem desemprego, os estrangeiros “não são vistos como mão de obra”, mas “também como pessoas, como vizinhos, como parceiros desta comunidade que somos todos. Trazem consigo línguas, costumes, gastronomias e histórias que enriquecem a nossa alma coletiva”.

A cidadãos estrangeiros desafiam os locais a serem “mais abertos, mais tolerantes, mais humanos”, reconheceu Jorge Vala, desejando que as festas, que decorrem até 05 de julho, sirvam de “abraço simbólico a todos os que vindos de fora fazem de Porto de Mós a sua casa”.

Junho 28, 2026 . 13:30

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