
Ministro da Educação diz que correções dos exames decorrem dentro do prazo
O ministro da Educação, Fernando Alexandre, afirmou que a correção dos exames nacionais de 2026 está a decorrer "dentro dos prazos previstos" e garantiu que "nenhum aluno será prejudicado" face às falhas reportadas até ao momento no processo de correção.
Segundo o governante, os professores têm 10 dias úteis para corrigir os exames, prazo que será cumprido, conforme o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA), que assegura estes prazos para a conclusão do trabalho.
Fernando Alexandre referiu, à margem da cerimónia de atribuição de doutoramentos 'Honoris Causa' no Porto, que lamenta o surgimento de erros não antecipados, mas salientou que "isso também faz parte do processo" e que o essencial é que "os erros não prejudiquem nenhum aluno".
Este ano, as provas mantiveram o formato em papel, mas a correção é feita pela primeira vez em formato digital, devendo estar concluída até 10 de julho, com a divulgação das notas da primeira fase prevista para dia 14.
O ministro indicou que a digitalização está a decorrer sem grandes problemas, embora tenha apontado dificuldades na leitura dos códigos QR impressos nos exames, nomeadamente porque algumas escolas agrafaram os exames em cima do código, perturbando o processo de digitalização.
Fernando Alexandre destacou que são cerca de 160 mil alunos a realizar a avaliação este ano, num processo que envolve milhares de avaliadores, e que, apesar da possibilidade de surgirem erros, o sistema inclui mecanismos que corrigem quaisquer falhas grosseiras, garantindo o rigor da avaliação.
Sobre problemas com a credenciação de professores para a correção, incluindo casos de docentes convocados para disciplinas erradas ou mesmo professores falecidos, o ministro indicou que o Júri Nacional de Exames está a verificar essas situações. Reforçou que a convocação dos professores é feita pelos diretores das escolas e que erros como o de convocar um professor já falecido provêm das escolas.
A Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (Andaep) rejeitou qualquer responsabilidade nas falhas registadas no processo de correção e lamentou a aparente transferência de responsabilidades por parte do Ministério da Educação.
Por sua vez, o movimento cívico MetaPROF registava, às 13:00, 59 casos reportados por professores, incluindo convocatórias para docentes de outras disciplinas, professores reformados ou falecidos, e dificuldades na disponibilização das credenciais para aceder às provas.
Na sequência dos problemas, o movimento Missão Escola Pública disponibilizou uma proposta de minuta de escusa de responsabilidade aos professores classificadores, alegando que não estão reunidas as condições para uma classificação rigorosa das provas.







