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Câmara da Nazaré quer criar anfiteatro nas arribas da Praia do Norte

A Câmara da Nazaré quer avançar com a criação de um anfiteatro em madeira e de um novo miradouro junto ao Forte de São Miguel Arcanjo, com o objetivo de “ordenar” os milhares de visitantes que ali acorrem.

A Câmara da Nazaré quer construir passadiços e um anfiteatro em madeira que garanta condições de segurança aos milhares de visitantes da Praia do Norte nas épocas de ondas gigantes.
A proposta de intervenção nas arribas junto ao Forte de S. Miguel foi apresentada pela autarquia à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), entidade que o presidente da câmara, Serafim António, pretende “ter como parceira na solução que tem de ser criada para aquele espaço sensível”, ao qual afluem milhares de visitantes atraídos pelas ondas gigantes.
O objetivo da autarquia é criar “um espaço ordenado”, no qual, além da “proteção do meio ambiente, se possam, de uma vez por todas, limitar as zonas de acesso às arribas, quer seja por questões de segurança, quer seja por questão da proteção das próprias arribas”.
Mas, ressalvou, “sem colocar em causa a observação das ondas, um fator determinante para o desenvolvimento, quer da Nazaré, quer da região, quer do próprio país”.
A visão da câmara aponta para “uma série de passadiços, em madeira, sem utilização de betão” e “um anfiteatro para receber quem quer vir ver as ondas gigantes, porque todos os dias temos pessoas a vir ver as ondas gigantes, mas, que ali estejam de uma forma segura”, disse Serafim António.
A solução está a ser estudada por uma equipa de arquitetos que apresentarão, na sexta-feira, um primeiro esboço do projeto que a autarquia pretende desenvolver.
A ideia foi avançada numa sessão de trabalho entre a autarquia e a APA, na qual debateram a necessidade de intervenções estruturais na frente costeira, designadamente na reabilitação dos molhes do Porto da Nazaré.
A par com um projeto lançado pela Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviço Marítimos (DGRM), que deverá permitir iniciar obras no molhe norte, no início do próximo ano, Serafim António solicitou à APA que “sejam feitas dragagens para retirar vários metros cúbicos de areia que ficam retidas na cabeça do molhe”.
“A dragagem tem de ser feita o mais rapidamente possível, na própria entrada do Porto Abrigo, que neste momento coloca em causa a navegabilidade”, vincou o presidente.
Na reunião, ficou ainda expressa “grande abertura por parte da APA, de proporcionar os meios financeiros necessários para proceder à limpeza dos rios e respetivas margens, numa operação já mais musculada”, que a autarquia estima rondar os 200 mil euros.
Em comunicado, a Câmara Municipal da Nazaré informou que a reunião permitiu apresentar à APA um conjunto de preocupações e propostas do município, “algumas enquadradas nas competências daquela entidade e outras dependentes da articulação entre diferentes organismos da Administração Central”, como acontece com a zona do Forte de S. Miguel, em que o autarca defende que deve ser envolvido também o Turismo de Portugal.
O objetivo passa por promover “uma resposta integrada para um território em que o mar, os cursos de água e a proteção ambiental constituem fatores determinantes para a segurança das populações, a preservação dos ecossistemas e o desenvolvimento económico”, acrescenta o comunicado.
A Câmara Municipal da Nazaré deu também nota dos investimentos realizados na melhoria das infraestruturas ambientais, nomeadamente na requalificação do sistema de saneamento da zona norte da vila, uma intervenção na ordem dos 500 mil euros destinada a reforçar a proteção ambiental e a qualidade das águas balneares.

Julho 5, 2026 . 13:00

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