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Novo selecionador nacional tem forte ligação a Leiria e Peniche

Jorge Jesus representou a UD Leiria enquanto jogador e treinador. Também o GD Peniche viu o novo selecionador nacional brilhar no seu meio-campo na década de 70.

O novo selecionador português de futebol, Jorge Jesus, tem uma forte ligação ao distrito de Leiria, mais particularmente a Leiria e a Peniche.
O técnico, que foi apresentado na sexta-feira numa cerimónia na Cidade do Futebol, em Oeiras, orientou a UD Leiria na época 2005/2006, tendo levado os leirienses ao 7.º lugar na 1.ª divisão nacional, uma das melhores classificações de sempre da história do emblema do Lis.
Mas a ligação ao distrito não se restringe somente ao seu papel de treinador. Enquanto jogador – era um médio criativo – atuou ao serviço do GD Peniche, na época de 1973/1974, por empréstimo do Sporting CP. Tinha apenas 19 anos e muitos sonhos por cumprir. Mais tarde, na época de 1979/1980, Jorge Jesus veste o castelo de Leiria ao peito onde foi presença habitual no onze titular.
Depois disso, Jorge Jesus assinou uma carreira modesta enquanto jogador, e também como treinador demorou a singrar, tendo a passagem pela UD Leiria sido determinante para consolidar o seu nome no futebol português.

Identidade “completamente diferente”
Na cerimónia de apresentação de Jorge Jesus como novo selecionador nacional, o técnico afirmou que vai implementar na equipa de Portugal uma identidade e ideia de jogo “completamente diferentes”, em relação ao que jogava com o espanhol Roberto Martínez.
“Se não jogarmos o dobro, fica tudo igual. A qualidade está cá e acredito muito na capacidade do nosso trabalho e dos jogadores, mas só isto não chega. A seleção é muito mais do que um clube e quem não partilhar a ideia, não tem hipótese. Todos temos de pagar o preço de querer ganhar. Vamos criar uma identidade e uma ideia de jogo que não tem nada a ver com a ideia que a seleção portuguesa tinha. Tenho uma forma completamente diferente de olhar para o jogo”, expressou Jorge Jesus.
“Onde chego é para vencer e aqui é igual. Eu gosto de assumir a responsabilidade quando tenho a certeza de que eu tenho matéria-prima para desenvolver. Eu estou habituado a essa pressão, que se enquadra no que penso. Nós estaremos prontos para traçar o nosso caminho e para um desafio difícil, mas estou convencido que vamos vencer”, apontou o selecionador, de 71 anos, que treinou antes o Al Nassr.
Jorge Jesus realçou que treinar uma seleção e um clube “não é muito diferente” e lembrou que, dos futebolistas convocados para o Mundial2026, já trabalhou com cerca de metade durante a carreira e mostrou-se disponível para a geração futura.
“Acredito em todos e vão aparecer novos jogadores, de muita qualidade. Vou estar ainda mais inserido na evolução dos mais jovens, mas o mais importante agora é o presente. Da atual seleção, só seis jogadores têm acima de 30 anos e dois deles são guarda-redes. Não é uma equipa velha, a média de idades está nos 28 anos, é o melhor período do jogador. Não é por aí que a seleção vai ter problemas”, disse.
O novo selecionador da equipa das ‘quinas’ desvalorizou polémicas antigas com Bernardo Silva, numa fase inicial da carreira do futebolista, assegurando que falou com ele sobre o tema, e recusou comentar a prestação dos lusos no Mundial2026.
“O que Portugal fez não me compete a mim. Não é elegante da minha parte dizer o que poderia ter feito. O primeiro lugar do grupo era importantíssimo. Já se sabia a calendarização e não é a mesma coisa jogar contra a Espanha ou contra a Suíça. Faria tudo para ser o primeiro classificado do grupo, mas o resto não quero entrar por aí”, vincou o sucessor de Roberto Martínez, que assinou até ao Mundial2030.
O português estava livre desde que deixou o Al Nassr em maio, após conquistar pela segunda vez o título de campeão saudita – reeditando o feito conseguido em 2023/24 pelo Al Hilal -, com um plantel no qual pontificavam os internacionais lusos Cristiano Ronaldo e João Félix.
Nos quase 40 anos de carreira como treinador, que se iniciou em 1989/90, no Amora, então na III Divisão, esta será a primeira vez que Jorge Jesus irá assumir a liderança de uma seleção.
Jesus conquistou uma Taça Libertadores, no comando técnico do Flamengo, além do Brasileirão, depois de se ter sagrado campeão português três vezes, pelo Benfica, entre outros troféus como uma Taça de Portugal, seis Taças da Liga, uma no Sporting, duas Supertaças Cândido de Oliveira e uma Taça da Turquia.

Julho 13, 2026 . 08:30

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