
PS acusa oposição de criar “falsa expectativa” sobre piscinas de São Pedro de Moel
A polémica em torno do futuro das antigas piscinas de São Pedro de Moel continua a subir de tom. O Partido Socialista da Marinha Grande acusou o +MPM de deturpar os factos e de criar “uma falsa expectativa” junto da população sobre o projeto das antigas piscinas de São Pedro de Moel.
A reação surge depois de o movimento ter acusado o executivo de travar a requalificação. Na sequência dessas críticas, o presidente da Câmara, Paulo Vicente, disse ao Diário de Leiria que o processo continua a ser analisado pelos serviços e deverá ser levado a reunião de câmara ainda este mês.
Em comunicado, o PS esclarece que durante o anterior mandato, liderado pelo +MPM, foi “efetuado um destaque do terreno onde se localizam as ruínas das antigas piscinas, separando a parcela sob responsabilidade do município da parcela integrada no domínio público hídrico, sob tutela da Agência Portuguesa do Ambiente (APA)”.
De acordo com os socialistas, essa opção permitiu ao promotor desenvolver dois projetos distintos: um empreendimento imobiliário destinado à construção e venda de moradias na área sob responsabilidade municipal e um pequeno empreendimento turístico, com um tanque de utilização privada, na área sob jurisdição da APA.
“O que está verdadeiramente em causa não é a recuperação das antigas piscinas”, sustenta o PS, defendendo que o projeto prevê “essencialmente um empreendimento imobiliário”, cujo principal objetivo é a “construção e venda de habitações numa localização privilegiada junto ao mar”.
No comunicado, o partido considera que o +MPM “está a criar uma falsa expectativa junto da população” e afirmou ser “profundamente enganador” afirmar que a proposta permitirá “devolver à comunidade um património que marcou gerações”, argumentando que as antigas piscinas “desaparecerão definitivamente” e que o projeto não contempla a recuperação do complexo nem garante qualquer “utilização pública” ou de “acesso livre à comunidade”.
Os socialistas defendem ainda que deve existir “total transparência” no processo e questionam o papel do vereador Aurélio Ferreira, antigo presidente da Câmara e atual vereador da oposição, perguntando se tem mantido contactos com os serviços municipais relativamente ao processo e em que qualidade.
O PS levanta também dúvidas sobre quem beneficiará da valorização do terreno caso o projeto venha a ser aprovado, considerando legítimo questionar se o interesse público está a ser salvaguardado.Outro dos pontos destacados pelo partido prende-se com a componente turística do projeto. Segundo o comunicado, não existe qualquer obrigação de o promotor construir o empreendimento turístico previsto, podendo avançar apenas com o empreendimento habitacional.
A este propósito, o PS recorda declarações do antigo presidente da Câmara, Aurélio Ferreira, que referiu existir um “acordo de cavalheiros” para que ambas as componentes fossem executadas, sublinhando, porém, que esse entendimento “não constitui qualquer garantia jurídica”.|







