
Universidade deverá funcionar em pleno em 2030
Uma “universidade de referência, de nova geração”, que deverá estar a funcionar na sua plenitude em 2030. Foi este o desígnio apresentado hoje à comunidade académica e à sociedade civil, exatamente no dia em que foi formalizada a criação da Universidade de Leiria e Oeste, que agora passa a ULO, deixando para trás as siglas do Instituto Politécnico de Leiria.
Um dia “verdadeiramente histórico”, partilhado por Carlos Rabadão com uma sala na Escola Superior de Tecnologia e Gestão pequena demais para acolher todos aqueles que quiseram ouvir quais os passos que se seguem e que não são poucos. Para começar, será criada uma comissão instaladora até janeiro de 2027.
“Nesse dia, extinguir-se-á o Politécnico de Leiria, sucedendo à ULO. Seremos universidade, mas seremos os mesmos”, assinalou o presidente do IPL, agora Universidade de Leiria e Oeste.
Com a nomeação da comissão instaladora, o ministro aprovará os estatutos provisórios da ULO, num processo que poderá ir “até cinco anos” e terminará com a aprovação dos estatutos definitivos. A meta é chegar a 2035 como “uma grande universidade portuguesa”.
Hoje, durante a sessão pública de apresentação da Agenda de Transformação da Universidade de Leiria e Oeste (ULO), foram apresentados os principais objetivos e eixos estratégicos da Agenda de Transformação, que tem como meta 2035, assim como a metodologia que orientará o seu desenvolvimento e implementação. Uma coisa é certa e está já bem definida: a ULO não quer ser apenas mais uma universidade no universo académico nacional, mas uma “distinta”, que “melhora a qualidade dos que vivem nestes territórios”, que forma os estudantes para as necessidades das empresas e da sociedade.
“Ela será o que cada um de nós quiser”, acrescentou Carlos Rabadão, apelando à mobilização de todos para este desígnio de criar “uma referência nacional e europeia”.
A estratégia que começa agora vai envolver mais de mil pessoas, com a formação de 21 grupos de trabalho multidisciplinares, mas Carlos Rabadão quer “o contributo de todos”, desde a sociedade civil, instituições e empresas. “Quanto mais ideias partilharmos, mais conseguimos fazer um excelente trabalho, que se vai traduzir num roteiro, uma estratégia para o nosso período de instalação”, apontou.
No seu discurso, desdobrado em agradecimentos a toda a comunidade, Carlos Rabadão lembrou a ambição de “décadas”, admitindo “mágoa” pelo facto de o Politécnico de Leiria não ter sido universidade na mesma altura que outros politécnicos. “Agora, repôs-se justiça”, concluiu.
ULO vai ter quatro escolas universitárias e duas politécnicas
Atualmente, são cinco as escolas superiores que integram o Politécnico de Leiria. Com a transformação em universidade, acompanham quatro escolas, com exceção da Escola Superior de Saúde, que por lei tem de se manter como ensino politécnico. Mas, a ambição da ULO é que a saúde também acompanhe o processo de transformação.
“O compromisso que existe da minha parte é que vamos fazer o nosso trabalho para que, durante o processo de transformação, possamos criar condições para convencer os nossos políticos, quem quer que eles sejam, a alterar este estado de coisas, que efetivamente é injusto”, disse Carlos Rabadão.
A ULO será, assim, composta por quatro escolas universitárias, a que se juntam duas escolas politécnicas: a escola de Saúde, e a escola que irá ministrar os Cursos Técnicos Superiores Profissionais, nível 5."
Outra novidade é a criação de uma Leadership School - Escola de Liderança para a Transformação de Organizações, Territórios e Sociedade.
O “ecossistema” fica completo com a criação de três novas Comunidades de Conhecimento e Inovação, que abrangerá os restantes territórios onde a nova universidade marca presença, nomeadamente Pombal, Porto de Mós e Torres Vedras.
No caso de Pombal, a aposta recai sobre a natureza, desporto e bem-estar. Em Torres Vedra, já pertencente ao distrito de Leiria, perspetiva-se “o desenvolvimento de uma comunidade focada na biomedicina, biotecnologia e biomedicina”.
Com as serras de Aire e Candeeiros, Porto de Mós, que era até agora um “embrião” na investigação de recursos minerais, será estratégico para a criação de uma comunidade e o reforço do seu centro de investigação.
Carlos Rabadão entende ainda que Leiria “merece um centro para a ciência e tecnologia” e irá trabalhar nesse sentido.







