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E-Redes com custo de cerca de 110 ME na reposição da rede de energia

A E-Redes nota que “o distrito de Leiria representa cerca de 45% do impacto financeiro”

O custo da reposição da rede energia elétrica, na sequência da depressão Kristin, que atingiu sobretudo a região Centro do país, é de cerca de 110 milhões de euros (ME), revelou na sexta-feira à agência Lusa a E-Redes.

“As estimativas atualizadas apontam para um impacto de cerca de 110 ME na reposição da rede, incluindo medidas para aumentar a sua resiliência”, refere a E-Redes, ressalvando que o “valor pode vir a ser alterado, nomeadamente na sequência de indicações que decorram do estudo que o Governo determinou que fosse executado pela DGEG [Direção-Geral de Energia e Geologia], o qual incide precisamente sobre resiliência”.

Em 28 de janeiro, a depressão Kristin provocou estragos “extensos e profundos” na rede elétrica nacional, “com impacto em todos os níveis de tensão e respetivos ativos de rede”.

Nesse dia, a E-Redes divulgou ter verificado “um pico de cerca de um milhão de clientes afetados às 06h00 da manhã”, sendo que, uma hora depois, estavam cerca de 855 mil clientes sem energia, “sendo os principais distritos impactados Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Leiria, Santarém e Setúbal”.

Quase um mês depois, em 26 de fevereiro, a EDP, grupo que integra a E-Redes, anunciou ter restabelecido a energia a 100% dos clientes afetados pelas tempestades.

Na informação enviada à Lusa na sexta-feira, a E-Redes sustenta que “o impacto foi registado em cerca de 6.000 quilómetros de rede”, dos quais se estima que “mais de 500 quilómetros requeira reparação ou substituição de condutores, postes e outros ativos”.

Estão também contabilizados “5.300 postes/apoios a requerer reparação ou substituição e 47 subestações com danos na infraestrutura, das quais 24 registaram impedimentos de alimentação na sequência da tempestade Kristin”.

“Neste momento, estão executados aproximadamente 65 ME, dos quais a alta tensão representa cerca de 30%, a média tensão 50% e a baixa tensão 20%”, esclarece.

Na baixa tensão, “embora o impacto financeiro seja menor, está em causa um número muito significativo de intervenções distribuídas pelo território”, explica, assinalando que, “por oposição, na alta tensão, as intervenções são em menor número, mais complexas e envolvem vários municípios”.

A E-Redes, liderada por José Ferrari Careto, nota que “o distrito de Leiria representa cerca de 45% do impacto financeiro, Santarém 20%, Coimbra 10% e Castelo Branco 10%, com o restante distribuído por outros distritos em zonas limítrofes dos anteriores e/ou afetados pela sequência de tempestades que atingiu a quase totalidade do território de Portugal Continental”.

“Os ativos em causa estão cobertos por seguro de danos materiais decorrentes de eventos da natureza, do tipo tempestade Kristin. Os ativos cobertos correspondem às linhas, postos de corte e seccionamento/transformação, iluminação pública, subestações, edifícios e respetivo conteúdo”, adianta.

A empresa faz ainda saber que reembolsou gastos registados por municípios. “O alcance do impacto das tempestades determinou a necessidade de estreita colaboração e articulação permanentes com os municípios em várias atividades, nomeadamente, no caso de alguns dos municípios afetados, no apoio à logística de abastecimento de combustível para alguns geradores, com vista a assegurar o seu funcionamento sem interrupções”, afirma a E-Redes.

A empresa refere que esses custos “foram reembolsados pela E-Redes, no valor de cerca de 800 mil euros”.|

Julho 27, 2026 . 12:30

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