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Câmara de Leiria pede reunião urgente à ministra da Administração Interna

Município quer abordar com urgência questões relativas à segurança no concelho.

O presidente da Câmara de Leiria, Gonçalo Lopes, disse hoje ter pedido uma reunião com caráter de urgência à ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, para abordar questões relativas à segurança no concelho.

Na reunião do executivo municipal, hoje descentralizada na União de Freguesias de Santa Eufémia e Boa Vista, Gonçalo Lopes (PS) explicou que entre essas questões está a criação da Polícia Municipal de Leiria, cujo regulamento foi publicado em 08 março de 2024 em Diário da República e aguarda despacho do Governo “desde essa altura”.

“Passou mais de um ano e precisamos de, rapidamente, andar para a frente com esse processo”, defendeu, esclarecendo que outra matéria diz respeito às futuras instalações do Comando Territorial de Leiria da Guarda Nacional Republicana (GNR), projetadas para as antigas oficinas da Junta Autónoma de Estradas.

O autarca adiantou que o município vai também pedir um reforço de meios humanos para as forças de segurança, dadas as “preocupações relativamente à criminalidade, sobretudo violenta”, a que se assiste no concelho e que “pode pôr em causa” a qualidade de vida.

“Não existindo este investimento e esta rapidez das decisões, pode comprometer o bem-estar social”, salientou Gonçalo Lopes, referindo ainda a questão da terceira fase da videovigilância.

Neste último caso, considerou ser “importante sensibilizar o ministério, para que seja feita com celeridade”, dado que as anteriores fases foram “bastante demoradas”.

“O tempo de resposta não é compatível com a rapidez com que a evolução da criminalidade está a atingir o nosso país”, considerou o presidente do município.

Aos jornalistas, o autarca lamentou haver “um conjunto de dossiês em cima da mesa há mais de um ano para resolver”.

“Agora que o Governo está a iniciar funções, queremos pedir à nova ministra colaboração para conseguirmos acelerar pelo menos dois processos que tardam a ser resolvidos, a criação da Polícia Municipal e as instalações para a GNR, esclareceu Gonçalo Lopes.

Sobre a Polícia Municipal, reconheceu que este é um processo “extremamente demorado, porque, além da aprovação”, segue-se o recrutamento e formação dos futuros agentes, que demoram “aproximadamente dois anos”.

“Cada ano que passa sem iniciarmos este procedimento é um ano de atraso para aquilo que é uma das prioridades para Leiria no contexto atual, que é a segurança do concelho”, sustentou.

Segundo Gonçalo Lopes, “hoje, há um nível de exigência por parte dos portugueses para que haja mais proteção, mais segurança”.

“Por outro lado, sentimos que em Leiria existem fenómenos que têm vindo a ser repetidos, de criminalidade com alguma violência, que podem comprometer aquilo que é a visão, a estratégia que temos com o concelho”, acrescentou.

Hoje, a Câmara aprovou um protocolo para ceder uma viatura à GNR para policiamento comunitário e de proximidade a escolas e comércio.

Em 22 de maio, no Dia do Município, Gonçalo Lopes garantiu que a Câmara não vai permitir “zonas de medo” na cidade e exigiu ao futuro Governo mais meios e melhores condições no âmbito da segurança.

“Não vamos permitir zonas de medo em Leiria, atuaremos sem hesitações”, afirmou Gonçalo Lopes, na sessão comemorativa do Dia do Município, durante o qual prometeu “tolerância zero”.

Assegurando que o executivo vai trabalhar com a GNR e a PSP nas “áreas críticas das freguesias e da cidade”, o autarca assegurou ainda na ocasião que iria pedir ao Governo “mais meios, melhores condições”.

O presidente da Câmara de Leiria e recandidato ao lugar prometeu também que as forças de segurança vão ter apoio material e financeiro da autarquia.

Já este mês, o município anunciou que vai dar apoios para reforçar as condições de segurança de estabelecimentos comerciais, que podem chegar aos três mil euros, em intervenções que podem passar por sistemas de videovigilância e de alarme ou colocação de portões e grades.

Junho 11, 2025 . 19:00

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