Quando Errar Custa Menos do que Insistir no Erro
Na correria dos dias, o erro é inevitável. Uma distração, um esquecimento, uma falha. Esta semana, a minha filha mais velha foi a Leiria para o exame nacional de Biologia. Trabalha na Nazaré como nadadora-salvadora e só vem a casa nas folgas. Na véspera do exame, apercebeu-se de que deixara o Cartão de Cidadão na Nazaré. Ficou aflita, claro. Lembrámo-nos então do ID.gov, a aplicação oficial que permite aceder ao Cartão de Cidadão digital. Um documento legalmente válido e reconhecido pelo Estado. Problema resolvido. Pensávamos nós.
À entrada da escola, foi confrontada com resistência. Apesar de apresentar um documento oficial e válido, foi tratada como se estivesse sem identificação. Nenhum dos professores admitiu a validade do documento digital. Nenhum quis arriscar pensar por si. Disseram que só o cartão físico servia. Fizeram-na assinar o modelo destinado a quem não tem qualquer documento. Tentou explicar, mas não houve abertura para o diálogo. Estava identificada, sim, mas a ignorância — ou talvez a teimosia — falaram mais alto.
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