Mestrado em Engenharia Mecânica, ramo produção industrial, docente convidado do Departamento de Engenharia Mecânica do IPL, profissional no Departamento de Projeto da Periplast
Opinião de Samuel Cardoso:
"Raramente é uma única decisão que muda uma vida. Normalmente é o conjunto delas. Vivemos numa época em que, muitas vezes, se procura o resultado rápido"
Opinião:
“Talvez valha a pena refletir sobre outra questão: até que ponto aquilo a que chamamos ‘comodidade’ não será também uma transferência silenciosa de trabalho para o consumidor? Fazemos cada vez mais tarefas que antes eram realizadas por funcionários pagos. E, curiosamente, continuamos a pagar praticamente o mesmo — ou, em alguns casos, até mais”.
Opinião de Samuel Cardoso:
"Vivemos numa sociedade que tende a medir tudo. Classificamos, comparamos, organizamos em rankings. E, sem darmos conta, começamos a fazer o mesmo com os nossos filhos. Um 20 é motivo de orgulho. Um 10 levanta preocupações. Um resultado mais baixo pode, muitas vezes, ser sentido como um falhanço".
Opinião:
“Vivemos numa época em que tudo acontece depressa. As relações começam com facilidade e, muitas vezes, terminam com a mesma rapidez. Há pouca tolerância para o erro, pouca paciência para o processo e, por vezes, pouca disponibilidade para o esforço que uma relação exige. Procura-se o imediato, o simples, o confortável — mas esquece-se que aquilo que verdadeiramente tem valor raramente se constrói sem tempo”.
Opinião:
"Aproveitar a vida não é viver em festa permanente, nem ignorar responsabilidades. Aproveitar a vida é estar presente. É cuidar das relações enquanto elas existem. É dizer o essencial sem esperar pela ocasião perfeita. Porque a ocasião perfeita raramente chega".
Opinião:
“Vivemos num país laico, onde cada um é livre de acreditar — ou não — naquilo que entender. E isso é um valor importante que deve ser respeitado. Mas essa liberdade não nos impede de refletir sobre o significado das datas que assinalamos, sobretudo quando paramos, celebramos e até organizamos a nossa vida em função delas”.
Opinião de Samuel Cardoso:
"Gosto de pensar na educação como um jardim. Quando é cuidado, acompanhado, podado com equilíbrio, cresce com ordem e beleza".
Opinião:
“Anos depois, quando os filhos crescem e a mãe decide regressar ao mercado de trabalho ou concluir a formação interrompida, descobre um obstáculo invisível. Há uma lacuna no currículo. A idade já não é a mesma. As exigências mudaram. A tecnologia avançou. O mercado tornou-se mais competitivo e menos paciente. O tempo que passou a formar filhos não é reconhecido como tempo produtivo”.