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João Almeida mantém terceiro lugar e Vingegaard volta a vestir a "vermelha"

O ciclista australiano Jay Vine (UAE Emirates) venceu hoje pela segunda vez nesta edição da Volta a Espanha.

O ciclista australiano Jay Vine (UAE Emirates) venceu hoje pela segunda vez nesta edição da Volta a Espanha, que tem o dinamarquês Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike) de volta à liderança da geral.

Vine, que já havia triunfado na sexta tirada, cumpriu os 175,3 quilómetros entre o Parque Sendaviva e El Ferial Larra Belagua em 3:56.24 horas, à frente de dois espanhóis da Movistar, Pablo Castrillo, segundo a 35 segundos, e Javier Romo, terceiro a 1.04 minutos.

O novo pódio da geral conta com Vingegaard no posto cimeiro, voltando a vestir a camisola vermelha, por troca com o norueguês Torstein Traeen (Bahrain-Victorious), segundo a 26 segundos, seguindo o português João Almeida em terceiro, a 38.

Muito antes de o pelotão sair para a estrada, o dia já havia ficado marcado pelo ‘bate boca’, na comunicação social, entre João Almeida e o espanhol Juan Ayuso, seu companheiro na UAE Emirates cuja saída da equipa foi anunciada na segunda-feira, no meio de uma polémica pela falta de ajuda deste ao chefe de fila português.

Almeida desejou-lhe “o melhor”, mas disse não o considerar um amigo, e Ayuso denunciou a “ditadura” que se vive no seio da equipa, que criticou pelo momento da comunicação da sua saída, três anos antes do fim original do contrato.

Longe das preocupações dos favoritos à geral final, Jay Vine voltou a escapar-se e confirmou-se como um dos grandes protagonistas desta Vuelta, tendo já duas vitórias em etapa, além do contrarrelógio por equipas que ajudou a UAE Emirates a vencer, e a camisola de líder da montanha.

Nessa classificação, o dia de hoje solidificou a sua posição cimeira, tendo beneficiado de uma postura atacante entre a dificuldade em formar uma fuga do dia, que ocupou grande parte da primeira metade da tirada.

O australiano também confirmou a apetência na montanha e o quanto a Volta a Espanha lhe é favorável, uma vez que quatro dos 11 triunfos como profissional aconteceram nesta grande Volta, habitualmente com ataques a solo, como na sexta tirada.

“É uma sensação incrível. Acho que nunca me vou habituar ao esforço. Foi inacreditavelmente difícil”, admitiu, pouco depois de cortar a meta isolado, à frente de dois Movistar que não conseguiram dar à ‘Telefónica’ um destaque na edição da corrida ‘de casa’.

Na ‘escalada’ até El Ferial, e com uma ‘aparição’ fugaz de Ayuso a trabalhar para Almeida, o português procurou endurecer a corrida e acelerou por duas vezes na frente, reduzindo o grupo de favoritos, mas sem conseguir inquietar Vingegaard, que não só recuperou a ‘roja’ como manteve distâncias para o principal rival.

“Estava a sentir-me bem, hoje. Não temos nada a perder, temos de tentar ganhar. Amanhã [quarta-feira] é um novo dia. Disse à equipa que se me sentisse bem ia tentar atacar na última subida. Demos tudo. É o que é”, limitou-se a dizer o luso natural de A-dos-Francos (Caldas da Rainha).

O outro português em prova, Ivo Oliveira (UAE Emirates) cortou a meta em 89.º lugar, a 13.53 minutos do vencedor.

Na quarta-feira, a 11.ª etapa conta com partida e chegada em Bilbau, com 157,4 quilómetros cronometrados e sete contagens de montanha.

Setembro 2, 2025 . 17:15

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