
Eclipse total da Lua pela objetiva de Rui Santos
O eclipse total da Lua ocorreu ontem, mas em Portugal foi difícil observá-lo. Ainda assim Rui Santos conseguiu captar o momento na Mata Nacional de Leiria.
“Foi justamente ao nascer da Lua, pouco depois de sair da fase de totalidade, que as nuvens a encobriram”, relatou Rui Santos. Acrescentou que apenas pelas 20h43, conseguiu registar o fenómeno.
O eclipse da Lua acontece porque a Terra posicionou-se entre o Sol e a Lua, bloqueando a luz que normalmente chega ao satélite natural. Isso fez com que a Lua surgisse mais escura e com uma tonalidade ligeiramente avermelhada, conhecida como ‘Lua de Sangue’.
Segundo o investigador Filipe Pires, do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço, “a única luz que consegue chegar à Lua é a que passa pela atmosfera da Terra, e essa é sobretudo a luz vermelha”. Embora a olho nu a Lua possa parecer mais acastanhada, em fotografias capta-se geralmente um tom avermelhado mais intenso.
Em Portugal, o eclipse começou a ser visível por volta das 20h00, com a Lua a nascer já parcialmente ocultada. A saída da sombra da Terra prolongou-se até cerca das 21h00, mas a observação foi dificultada pela nebulosidade.
Apesar das dificuldades de visibilidade, o eclipse pôde ser observado, pelo menos de forma parcial, por cerca de 88% da população mundial (mais de sete mil milhões de pessoas) e, na totalidade, por 77%, o que corresponde a mais de 6,27 mil milhões de pessoas, segundo o portal Sapo.
Filipe Pires recordou ainda que este tipo de eclipses não é raro, acontecendo em média de seis em seis meses, quando o plano da órbita da Lua coincide com o da Terra em torno do Sol.








