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O Sucesso de Seguro é o Sucesso de Portugal

Fevereiro 12, 2026 . 17:45
Opinião: “Este novo ciclo não pede unanimidade. Pede maturidade. Pede vigilância democrática. Pede cidadãos atentos, críticos e disponíveis para reconhecer quando as coisas correm bem — e para exigir quando não correm”.

As eleições passaram. O ruído da campanha ficou para trás e o país entrou num novo tempo. Independentemente de quem votou em quem — ou de quem não votou — há agora um dado inegável: Portugal tem um Presidente eleito, e a partir deste momento o seu sucesso será, inevitavelmente, o sucesso de todos nós.
Esta ideia foi bem expressa numa frase dita na noite eleitoral: o sucesso de Seguro é o sucesso de Portugal. Não como slogan, mas como princípio democrático. Porque quando termina a disputa, termina também a lógica dos “nossos” e dos “outros”. Fica apenas o país, com os seus problemas reais, fragilidades e expectativas legítimas.
O Presidente da República não governa, mas influencia. Não executa, mas media. Não decide sozinho, mas pode abrir caminhos. É precisamente por isso que as palavras ditas em campanha ganham agora um peso diferente. A promessa de diálogo, entendimento institucional e compromisso com as pessoas deixa de ser discurso e passa a ser critério de avaliação.
Nesse sentido, houve um momento significativo no discurso de vitória: a referência imediata às populações afetadas pela recente tempestade e a urgência de fazer chegar os apoios agora. Para quem vive em Leiria — uma das regiões mais afetadas — estas palavras são concretas e próximas. São, talvez, o primeiro grande teste à capacidade de articulação e diálogo anunciadas para esta presidência.
Não como desconfiança, mas como expectativa. Não como crítica gratuita, mas como exigência cívica. Porque o compromisso mede-se na resposta aos momentos difíceis, sobretudo quando exigem cooperação e pressão institucional para que as soluções não fiquem presas à burocracia ou à indiferença.
Este novo ciclo não pede unanimidade. Pede maturidade. Pede vigilância democrática. Pede cidadãos atentos, críticos e disponíveis para reconhecer quando as coisas correm bem — e para exigir quando não correm.
As eleições servem para escolher. O tempo que se segue serve para construir. E construir implica menos aplauso automático e mais acompanhamento consciente. Menos slogans e mais resultados. Menos divisão e mais responsabilidade partilhada.
Há também um aspeto que não pode ser ignorado: a responsabilidade não é exclusiva de quem foi eleito. A democracia não se esgota no voto nem se delega por completo num cargo. Cada cidadão continua a ter um papel ativo, seja na participação cívica, na exigência informada ou na disponibilidade para contribuir de forma construtiva. Esperar tudo de cima é confortável, mas raramente eficaz. A participação faz-se também de gestos simples: informar-se, ouvir, dialogar, exigir com respeito e reconhecer o que é bem feito.
É nesse equilíbrio que a presidência ganha verdadeiro sentido. Não como palco de protagonismos, mas como espaço de mediação, influência e exemplo. Um Presidente não resolve tudo, mas pode ajudar a desbloquear muito. Pode aproximar, escutar e lembrar que o poder existe para servir, não para se servir.
Que este seja, de facto, um tempo de compromisso cumprido. Porque quando quem lidera consegue servir o país inteiro, ganha o Presidente — mas ganha, sobretudo, Portugal.
“Façam todo o possível para viver em paz com todos.”
Mas isto sou eu.

Fevereiro 12, 2026 . 17:45

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