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Associação alerta para impacto do fim de ‘Resineiros Vigilantes’

Resipinus lembra que os re­sineiros conseguiram extinguir focos de incêndio este ano

A Resipinus – Associação da Fileira da Resina, com sede em Leiria, considera que os primeiros incêndios registados nesta época crítica vêm confirmar os alertas que tinha deixado em abril sobre as consequências da descontinuação do programa ‘Resineiros Vigilantes’.

Em comunicado, a associação refere que o fim da iniciativa retirou à floresta uma rede de vigilância humana que, durante vários anos, contribuiu para a deteção precoce de incêndios rurais e para a prevenção da propagação das chamas.
Segundo a Resipinus, já este ano foram registadas duas situações em que a intervenção rápida de resineiros permitiu identificar, conter e extinguir focos de incêndio antes da chegada dos bombeiros, evitando, alegadamente, que evoluíssem para incêndios de maiores dimensões.

A associação manifesta preocupação com as condições previstas para este verão, lembrando que as tempestades do inverno deixaram uma elevada carga de combustível nas áreas florestais, ao mesmo tempo que as previsões meteorológicas apontam para um risco acrescido de incêndio.

A Resipinus recorda ainda os resultados alcançados pelo programa entre 2019 e 2025. De acordo com os dados divulgados, a iniciativa mobilizou cerca de 550 resineiros-vigilantes, assegurou 175 dias de presença no terreno durante os períodos de maior risco e permitiu a deteção precoce de 67 incêndios. O investimento anual rondou os 165 mil euros.

Para a associação, a interrupção do programa é difícil de justificar, considerando os resultados obtidos e o reconhecimento generalizado da importância da prevenção no combate aos incêndios rurais. A entidade sublinha que os resineiros conhecem o território, percorrem diariamente as áreas florestais e podem desempenhar um papel relevante na vigilância e na primeira intervenção.

No comunicado, a Resipinus defende que a prevenção dos incêndios deve assentar numa estratégia estrutural e de longo prazo, baseada na gestão ativa da floresta e na valorização das atividades com presença permanente no território. Neste contexto, considera que os resineiros devem continuar a integrar o Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais.

A associação termina apelando ao Governo para que reavalie a decisão de terminar o programa e promova, com urgência, mecanismos que permitam reintegrar os resineiros no sistema nacional de prevenção de incêndios, defendendo que a prevenção deve ser encarada como um investimento na proteção da floresta, das populações e da economia.

Julho 6, 2026 . 17:45

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