As memórias do Bodo acompanham-na desde a infância e, agora, a artista regressa ao palco não como espetadora, mas como uma das artistas que integra a programação especial
Noémia Vicente nunca imaginou que acabaria por dedicar a vida à calçada portuguesa. Hoje, aos 61 anos, soma 32 anos de profissão e é, tanto quanto sabe, a única mulher calceteira na região Centro.
As casas da GNR, na freguesia de Avelar, deixaram de ser alojamento há cerca de 30 anos e passam agora para fogos habitacionais, assim como as instalações da Autoridade Tributária, que se mudou para a Loja do Cidadão.
Enquanto a candidatura da ‘Arte e Saber-fazer da Calçada Portuguesa’ avança para a UNESCO, o município de Porto de Mós, profissionais e representantes alertam para a falta de mão de obra para manter a tradição viva.