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Criada rede para estudo e preservação da memória

Na carta de compromisso, assinada em Peniche, as 17 instituições subscritoras afirmam que “urge reconhecer e promover o património material e imaterial da resistência e da luta pela liberdade em Portugal e nos países antigas colónias”.

Dezassete instituições, entre museus, fundações e municípios, formalizaram em Peniche a criação da Rede de Lugares da Resistência à Ditadura – RESIST, com vista ao estudo e preservação da memória da resistência à ditadura em Portugal.
Presente na cerimónia, o secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, sublinhou “a pertinência da rede que agrega vários polos do conhecimento sobre a resistência para tornar possível uma visão mais alargada da memória” e assim contribuir para uma cidadania ativa. Na carta de compromisso quarta-feira assinada, as 17 instituições subscritoras afirmam que, 50 anos após a revolução do 25 de Abril de 1974, “urge reconhecer e promover o património material e imaterial da resistência e da luta pela liberdade em Portugal e nos países antigas colónias”.
A rede informal visa“ser um espaço de reflexão, partilha, estímulo ao trabalho de preservação da memória da resistência e oposição à ditadura, promovendo o acesso e ativação deste património comum”.
A RESIST, denominação em língua inglesa para se aproximar de redes internacionais, compromete-se a valorizar e preservar o património material e imaterial da resistência à ditadura, e dinamizar territórios a partir da ativação das memórias locais da resistência. Outras finalidades passam por mapear os lugares de memória da resistência à ditadura no país, promover o estudo e difusão do conhecimento sobre as distintas formas de resistência e promover a cidadania consciente e os valores da liberdade, direitos e garantias democráticos.
Constituem a rede a Associação do Fundo Superfície, a Associação Movimento Cívico Não Apaguem a Memória, os municípios de Beja, Grândola, Odivelas e Santarém, o Museu de Aristides Sousa Mendes, o Centro Humberto Delgado (Torres Novas), a Fundação Jo­sé Saramago, a Fundação Mário Soares e Maria Barroso, o Museu de Angra do Heroísmo, o Museu do Aljube Resistência e Liberdade, o Museu do Cam­po de Concentração do Tarrafal, o Museu do Neo-Realismo (Vila Franca de Xira), o Museu Nacional de Resistência e Liberdade, o Roteiro Literário Levantado do Chão - José Saramago (Montemor-o-Novo) e a União de Resistentes Antifascistas Portugueses.

Julho 11, 2025 . 15:00

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