
Detidos três homens suspeitos de atear fogo florestal em três concelhos
Três homens foram detidos esta semana por suspeita de crime de incêndio florestal nos concelhos de Ansião, Pombal e Pedrógão Grande.
Em Ansião, a Guarda Nacional Republicana (GNR) deteve um homem de 55 anos na freguesia de Avelar. O suspeito foi surpreendido ainda com um isqueiro na mão, objeto que terá utilizado para, através de chama direta, provocar um incêndio, segundo a mesma fonte.
Em comunicado, o Comando Territorial de Leiria da GNR adianta que a detenção "ocorreu na sequência de um incêndio florestal que deflagrou na localidade de Casal de Santo António, tendo os militares da Guarda realizado diligências policiais que permitiram identificar o suspeito".
O homem foi intercetado numa zona de mato, nas imediações do local do incêndio, "tendo confessado a autoria do crime no momento da abordagem, culminando na sua detenção", acrescenta a nota da GNR.
O suspeito foi constituído arguido e os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Leiria. A Polícia Judiciária prossegue agora com a investigação.
Em Pedrógão Grande, um jovem de 22 anos foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeita de ter provocado dois incêndios com recurso a chama direta, no fim de semana.
Com o apoio da GNR de Castanheira de Pera e do Grupo de Trabalho para a Redução de Ignições do Centro Litoral, a Diretoria do Centro da PJ deteve um homem fortemente indiciado pela prática de dois crimes de incêndio florestal, ocorridos na freguesia de Campelos, no concelho de Pedrógão Grande.
O primeiro incêndio ocorreu no sábado, cerca das 12h30, tendo sido prontamente combatido pelos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande, adianta um comunicado da PJ.
No dia seguinte, pelas 12h00, o jovem terá provocado um novo fogo, que também foi “rapidamente combatido pela mesma corporação em conjunto com os Bombeiros de Castanheira de Pera”.
“Em ambos os incêndios, o suspeito utilizou chama direta, recorrendo a um isqueiro e dirigindo a sua ação criminosa para uma mancha florestal de grandes dimensões, constituída por acácias, eucaliptos e pinheiros, sendo que a sua atuação só não assumiu dimensões graves, graças à rápida e eficaz intervenção, das corporações de bombeiros”, acrescenta a nota de imprensa.
Em Pombal, a detenção do suspeito ocorreu na segunda-feira numa ação realizada por militares da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS), através do Posto de Intervenção de Proteção e Socorro (PIPS) de Pombal.
Na sequência de uma ação de patrulhamento de prevenção e combate a incêndios rurais, os militares avistaram uma coluna de fumo a cerca de um quilómetro de distância, visível a partir das instalações da UEPS. “A origem do fumo foi localizada nas traseiras de uma habitação, onde estava a decorrer uma queimada não autorizada, realizada pelo proprietário da residência”.
Segundo a GNR, à data dos factos, o nível de perigo de incêndio rural no concelho de Pombal era classificado como “máximo”, circunstância que proíbe a realização de queimadas.
Adiantam ainda que o proprietário não possuía autorização, nem acompanhamento técnico para realizar a queimada, “tendo sido necessária a intervenção dos militares para proceder à extinção do fogo”.
O homem foi detido, e os factos foram remetidos para o Tribunal Judicial de Pombal.






