
Caldas sofre primeiro desaire na Liga 3 frente ao Atlético
O Caldas SC registou, este domingo, a primeira derrota nesta edição da Série B da Liga 3, ao perder com o Atlético CP, por 2-0, quebrando o bom momento de forma ao mesmo tempo que permitiu o primeiro triunfo à turma de Alcântara que teve em destaque o avançado brasileiro Nico que confirmou a sua veia goleadora, ao assinar os dois golos que selaram o triunfo.
O encontro começou de forma muito vibrante, com as equipas a privilegiarem o ataque e a procurarem o golo. O ritmo elevado refletiu-se no número de ocasiões criadas: ainda antes do fecho dos primeiros dez minutos, já se contabilizavam quatro oportunidades claras, repartidas de forma equitativa. Logo aos 2 minutos, Nico atirou ao poste, após uma jogada bem construída pelo corredor direito. A resposta surgiu de imediato, quando Miguel Velosa (4’), com um remate de meia-volta, ameaçou. Pouco depois, João Rodrigues (7’) obrigou Fábio a aplicar-se com uma defesa difícil, naquela que foi a melhor ocasião dos visitantes nesse período. Três minutos mais tarde, Caio Santana voltou a criar perigo, mas viu a investida travada por um desarme oportuno.
O jogo não podia ter começado de forma mais intensa. Contudo, a partir do primeiro quarto de hora, o Atlético CP assumiu maior iniciativa, atacando mais e melhor, sobretudo através de um futebol apoiado nas alas. O domínio acabaria por dar frutos, aos 28’: Joãozinho construiu a jogada e Nico, no sítio certo, assinou o golo inaugural.
Com a vantagem, a equipa da casa baixou ligeiramente o ritmo, mas, ainda assim, mostrou-se mais consistente. Já perto do intervalo, porém, o Caldas SC dispôs de duas boas oportunidades para empatar: primeiro, num remate perigoso de Pepo (40’), que passou perto do alvo, e depois, já no primeiro minuto de compensação, por intermédio de Matheus Palmério, que voltou a ameaçar.
No recomeço da partida, tornou-se evidente que a formação de Alcântara abrandara o ritmo, algo compreensível perante o desgaste acumulado na primeira parte. Essa quebra de intensidade permitiu ao adversário equilibrar, beneficiando ainda das substituições que lhe conferiram maior coesão e consistência. Contudo, Nico, em tarde de grande inspiração, voltou a assumir o protagonismo, e quebrou esse equilíbrio, aos 68 minutos, ao finalizar com um remate certeiro de pé esquerdo, em diagonal, que reforçou a vantagem.
A partir daí, o jogo ficou praticamente resolvido, levando a equipa da casa a gerir a vantagem com tranquilidade. Limitou-se a controlar o adversário, tarefa que cumpriu sem grandes dificuldades, apesar das tentativas e da boa vontade demonstrada pelos caldenses.







