
Carlos Rabadão diz que Politécnico “está preparado” para ser Universidade
O Instituto Politécnico de Leiria (IPL) assinalou esta quarta- -feira o início do ano letivo 2025/2026 e a comemoração do seu 45.º aniversário com uma ambição clara: transformar-se na Universidade de Leiria e Oeste. Na presença do ministro da Educação, Ciência e Inovação de Portugal, o presidente da instituição diz estar convicto de que estão reunidas “todas as condições” para que isso aconteça e que o Politécnico “está preparado para dar este passo decisivo”.
Dando conta que a proposta formal já foi submetida à tutela, Carlos Rabadão referiu, durante a sessão solene realizada no Teatro José Lúcio da Silva, que a criação da nova universidade representa muito mais do que uma mudança de designação. “Será o reconhecimento da maturidade, da qualidade e da capacidade de inovação que o Politécnico de Leiria tem vindo a afirmar ao longo dos anos”, sublinhou, acrescentando que a futura universidade será “moderna, inclusiva e aberta ao mundo, profundamente ligada ao território e orientada para o conhecimento aplicado, a inovação e a empregabilidade”.
Na sua intervenção, o presidente sublinhou que a importância da futura Universidade de Leiria e Oeste vai além da dimensão regional. Será “um ativo estratégico para o país”, reforçando o sistema público de ensino superior e contribuindo para “uma rede universitária mais equilibrada e coesa, capaz de gerar conhecimento, inovação e talento com impacto em todo o território nacional”.
O presidente destacou ainda o “crescimento sustentado” da instituição, que este ano recebeu o maior número de novos estudantes de sempre. No total, 5.125 alunos ingressaram nos vários ciclos de estudos — licenciaturas, mestrados, doutoramentos e cursos técnicos superiores profissionais —, mais 340 do que no ano anterior.
Com este aumento, o IPL deverá atingir 15 mil estudantes matriculados ao longo do ano letivo 2025/2026. “Este número é um sinal inequívoco da confiança que a sociedade deposita na qualidade da formação que aqui ministramos”, salientou Carlos Rabadão, dirigindo-se aos novos alunos. Carlos Rabadão lembrou também o papel de internacionalização do Politécnico, nomeadamente através da Regional University Network – European University (RUN-EU), que “reforça a integração no espaço europeu de ensino, investigação e inovação”.
A cerimónia serviu ainda para celebrar os 45 anos de história do Politécnico de Leiria, que o presidente descreveu como “um percurso notável de construção, afirmação e serviço público”.
“Mais do que celebrar o passado, este aniversário desafia-nos a projetar o futuro — a continuar a inovar, a formar gerações de profissionais e cidadãos, a fortalecer o nosso compromisso com a região, o país e o mundo”, concluiu Carlos Rabadão.
Em relação às residências de estudantes, o responsável sublinha que o Politécnico de Leiria foi “uma das instituições com maior número de projetos aprovados, num investimento de grande envergadura que permitirá quase duplicar a oferta de alojamento estudantil, garantindo condições dignas, acessíveis e sustentáveis a quem escolhe estudar” na instituição.
Na cerimónia, o presidente da comissão instaladora da Associação Académica do IPL recordou que as obras em vários edifícios das escolas “complicaram o quotidiano” de estudantes, docentes e funcionários. “Tivemos salas improvisadas, cantinas condicionadas, espaços de estudo a meio gás e um ambiente que, apesar de tudo, não nos fez perder o foco”, disse Joel Rodrigues, apelando ainda a que as obras estejam concluídas “até ao final do semestre”. “Queremos regressar à normalidade não apenas por comodidade, mas porque um ensino de qualidade também depende de condições dignas de estudo, de trabalho e de convivência”, frisou.
Joel Rodrigues destacou ainda a recente concretização da Associação Académica do IPL e alertou para o descongelamento das propinas, em especial as de mestrado. “Vão deixar de ter teto máximo. Isto abre caminho a injustiças gritantes, com instituições de ensino superior que cobram propinas altíssimas e ainda assim continuam a receber compensação do Orçamento do Estado”, concluiu.








