
Vereador do Chega elenca lista do que falhou após intempéries
O vereador do Chega na Câmara de Leiria, Luís Paulo Fernandes, enumerou diversos aspetos em que o executivo municipal “falhou’ na sequência do mau tempo e em particular da depressão Kristin.
Na reunião de executivo realizada na segunda-feira, Luís Paulo Fernandes defendeu que nenhuma árvore deve estar “junto de uma casa, de um armazém, de um edifício público ou uma escola” para que, em caso de “incêndio ou ventos” não caia “em cima de estruturas públicas de energia ou casas de habitação”.
O vereador do Chega diz ainda não entender “porque o executivo não pediu de imediato a ajuda às forças militares”, para além de ter recordado que recomendou, no ano passado, na sequência do apagão que atingiu o país que “se investisse em geradores para todas as freguesias, junto das instituições públicas”.
Luís Paulo Fernandes sublinhou ainda que o Chega foi o único partido que “pediu veementemente que se mantivesse o estado de calamidade e a isenção das portagens”, para além de ter defendido o adiamento das eleições no concelho. “Menos 10% de pessoas no concelho não votaram na 2.ª volta em comparação com a 1.ª volta, equivale a cerca de 13 mil leirienses”, explicou.
Por último, o vereador da oposição sublinhou que Leiria só vai conseguir reerguer-se se olhar “para os empresários leirienses e para os empresários afetados”, dando nota que houve concursos públicos, nomeadamente para a gestão de resíduos, em que não se deu prioridade às empresas da região. “Não é privilegiar nem meter cunhas a ninguém, é ajudar quem ficou sem as coisas”, rematou.
Em resposta, o vereador com o pelouro da Proteção Civil referiu que no caso dos concursos públicos foram consultadas “todas as empresas” do mercado. “Temos esse cuidado e vamos continuar a ter, porque seja em situação de calamidade ou qualquer outro regime de excepção nós somos obrigados a cumprir a lei.”, explicou Luís Lopes, adiantando ainda que houve empresas da região que deram conta que não terem “capacidade operacional” para gerir ou receber resíduos”.
Relativamente ao pedido de ajuda às Forças Armadas, Luís Lopes recordou que o pedido foi feito “automaticamente às unidades que estão dentro do nosso concelho”, nomeadamente à Base Aérea n.º 5 (BA5), de Monte Real, e o Regimento de Artilharia n.º 4 (RA4). “No caso do RA4 foi à porta que fomos bater”, contou o vereador, acrescentando que “deste o primeiro dia” o município contou com “a disponibilidade dos militares do RA4 e da BA5” sem condicionalismos.
Por último, Luís Lopes destacou que “nos últimos 20 dias” as unidades de proteção civil tiveram sem comunicação através do SIRESP. “Já fui muito crítico, mas desta vez não ficámos sem comunicações SIRESP”, concluiu.








