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Totalidade dos alunos nos Marrazes só regressaram às aulas presenciais na segunda-feira

Durante o fim de semana, foram realizadas intervenções para permitir o regresso presencial. O Bloco B, um dos mais afetados, foi alvo de trabalhos de limpeza com o apoio de voluntários e da associação de pais.

A totalidade dos alunos do Agrupamento de Escolas de Marrazes retomaram as aulas presenciais apenas na segunda-feira, após algumas turmas terem ficado vários dias sem atividade letiva normal devido aos estragos provocados pela depressão Kristin.

Segundo o diretor do Agrupamento de Escolas de Marrazes, Jorge Brites, o regresso foi pleno esta segunda-feira, com “todos os anos e todas as disciplinas” novamente a funcionar em regime presencial. Até então, os alunos do 7.º e 8.º anos tinham permanecido em casa, acompanhando conteúdos à distância, situação que coincidiu ainda com a interrupção do Carnaval, que incluiu três dias sem aulas.

Apesar de o ensino à distância ter sido assegurado através da plataforma Moodle, infraestrutura que já se encontrava montada desde o período da pandemia de Covid-19, o diretor reconhece que “não é a mesma coisa” que o acompanhamento presencial.

Nem todos os alunos tinham acesso a internet ou eletricidade em casa. Para colmatar essas dificuldades, a escola disponibilizou a sala de informática e a biblioteca para que os estudantes pudessem acompanhar os conteúdos e realizar as tarefas. “Temos muitos alunos na escola, porque não tinham luz em casa”, explicou Jorge Brites, sublinhando a fragilidade socioeconómica da área de influência do agrupamento.

Durante este período, foi mantido um contacto diário entre professores e alunos, através dos diretores de turma, de forma a garantir que nenhum estudante ficava sem acompanhamento. Ainda assim, a escola já identificou os alunos cujo processo de aprendizagem foi mais afetado e prevê reforçar apoios em algumas disciplinas ao longo do semestre, para recuperar eventuais lacunas.

Entretanto, durante o fim de semana, foram realizadas intervenções para permitir o regresso presencial. O Bloco B, um dos mais afetados, foi alvo de trabalhos de limpeza com o apoio de voluntários e da associação de pais. O telhado, que tinha sido danificado pela tempestade, já foi reparado pela empresa responsável.

Para reorganizar os espaços, as quatro turmas do 1.º ciclo da EB1 de Marrazes foram temporariamente transferidas para a Escola Monsenhor José Galamba de Oliveira, permitindo libertar salas na escola. As turmas do 5.º ano passaram a ocupar sete salas da EB1 de Marrazes, uma solução “considerada mais adequada ao nível do mobiliário e da idade dos alunos”.
Neste momento, segundo o diretor, os serviços essenciais, como internet e eletricidade, já estão repostos em todos os estabelecimentos do agrupamento, que integra 24 escolas. Apesar de ainda existirem algumas limitações, o objetivo foi garantir que os alunos regressassem à escola o mais rapidamente possível.

“O que a gente quer é os alunos na escola”, afirmou Jorge Brites, sublinhando a importância do regresso presencial não só para a aprendizagem, mas também para assegurar refeições e permitir que os encarregados de educação retomem a normalidade laboral.

Fevereiro 25, 2026 . 10:30

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