
UF de Parceiros e Azoia quer reerguer parque de merendas coberto por árvores
Aquele que era o único parque de merendas de Parceiros, no concelho de Leiria, está hoje “irreconhecível”, depois da passagem da depressão Kristin.
Onde antes existiam mesas, uma churrasqueira, uma fonte e casas de banho, há agora um emaranhado de árvores tombadas que impede até a entrada no espaço. Construído entre o ano de 1991 e 1992, o parque de merendas era considerado um dos ex-libris de Parceiros. Procurado ao longo do ano pelas famílias, mas também pelo centro escolar e pelo ATL, que ali dinamizavam atividades com as crianças, era um local de convívio e tranquilidade.
Para a presidente da União das Freguesias (UF) de Parceiros e Azoia, o espaço “transmitia muita paz”, uma opinião que considera ser “transversal” a quem o frequentava.
Hoje, o cenário é bem diferente. “Não dá para ver nada. Nem mesas. Tinha uma fonte, uma churrasqueira, casas de banho e não se vê nada. Chego lá ao pé dele e a vontade que me dá é de chorar. Olho e penso: não vamos conseguir fazer nada sem apoios”, lamentou Elsa Mendes.
Apesar de à primeira vista parecer que nada sobrou, a dimensão real dos estragos ainda está por apurar, uma vez que a acumulação de árvores impede uma avaliação detalhada.
“Acredito que as mesas estejam completamente destruídas, tal como a churrasqueira e a fonte”, afirmou a autarca.
A União das Freguesias de Parceiros e Azoia já solicitou apoio ao município para a remoção das árvores e avaliação dos estragos, mas caso não exista essa possibilidade, a autarca admite avançar. “Se não houver possibilidade, a junta avança na retirada de árvores e vai tentar reerguer o melhor possível do parque”, afirmou.
Segundo a presidente da UF, a recuperação exigirá “uma intervenção mais musculada” e terá de ser realizada com recurso a maquinaria, uma vez que a acumulação de árvores tombadas impede a entrada no espaço.
Perante o cenário de destruição, Elsa Mendes reconheceu que esta poderá ser uma oportunidade para tornar aquele espaço mais apelativo. “Se estiver totalmente destruído, se calhar fazemos ali uma coisa diferente. Aquilo não tinha, por exemplo um espaço para as crianças brincarem”, acrescentou. A prioridade da intervenção dependerá “do nível de estragos”, mas o objetivo é claro: devolver o espaço verde à comunidade.
O parque de merendas é um dos vários espaços afetados na união das freguesias, mas não é caso único. As instalações do GDRP – Grupo Desportivo Recreativo Parceiros e da Associação Recreativa ‘Os Amigos do Brogal’ ficaram severamente danificadas, comprometendo a prática desportiva.
Depois da depressão Kristin, a união das freguesias tem, desde o primeiro momento, promovido limpezas de ruas e desobstrução de vias e prestado apoio na reparação de telhados e na distribuição de alimentos, em articulação com equipas no terreno. De acordo com Elsa Mendes, os residentes de Parceiros e Azoia podem continuar a deslocar-se ao edifício da união das freguesias, caso necessitem de apoio.








