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Figueiró dos Vinhos atribui Medalha de Honra a ministro da Defesa

A Medalha de Honra deverá ser entregue na sessão solene do Dia do Município, em 24 de junho, conferindo a Nuno Melo o título de Cidadão Honorário do Concelho.

A Câmara de Figueiró dos Vinhos vai atribuir a Medalha de Honra do município ao ministro da Defesa Nacional, como reconhecimento do trabalho de Nuno Melo na sequência do mau tempo, segundo a deliberação enviada à Lusa.

Na proposta, aprovada por unanimidade, lê-se que o ministro tem, ao longo dos últimos meses, “vindo a estabelecer, com Figueiró dos Vinhos, uma relação afetiva e inultrapassável que se tornou possível através de uma conjugação trágica de acontecimentos, como foram as consequências da tempestade Kristin [em 28 de janeiro] e o renascer do concelho para além desses dias fatídicos”.

O documento salienta que Nuno Melo “tem sido, desde então, uma pessoa presente, constante e solidária” com o concelho e a sua população.

“Esteve e continua presente de forma ativa e consequente a todos quantos sofreram e ainda sofrem a tragédia, demonstrando uma enorme solidariedade num dos períodos mais difíceis da nossa história”, refere a proposta, considerando que o governante “corporizou o espírito de solidariedade nacional de entreajuda que muito tem contribuído para a recuperação das pessoas e comunidades atingidas por este drama”.

Segundo a autarquia do norte do distrito de Leiria, desde então a relação do ministro “para com Figueiró dos Vinhos ultrapassou a mera relação institucional e foi muito mais longe, demonstrando um sentido de unidade nacional que importa reconhecer”.

A Medalha de Honra deverá ser entregue na sessão solene do Dia do Município, em 24 de junho, conferindo a Nuno Melo o título de Cidadão Honorário do Concelho.

O presidente da Câmara, Carlos Lopes, disse à agência Lusa que a iniciativa é um reconhecimento ao governante que, “desde o primeiro momento, esteve ao lado do município, disponibilizando um continente do Exército, cerca de 70 militares, equipamento e material”, o que permitiu colocar coberturas em habitações que tinham sido danificadas pelo mau tempo.

“Mais tarde, no período em que a Câmara procurou virar a página deste acontecimento, foi solicitado ao sr. ministro uma nova colaboração, visando limpar e desobstruir 264 quilómetros de caminhos e estradas florestais que foram atingidos pela tempestade e sem condições de segurança”, declarou Carlos Lopes.

Segundo o autarca, o município “tem tido equipamento, máquinas de rasto e motoniveladoras manobradas por militares do Regimento de Engenharia de Espinho”, adiantou.

À data de hoje, o concelho regista a “desobstrução e correção de 108 quilómetros de vias florestais”, acrescentou Carlos Lopes.

O mau tempo provocou prejuízos estimados em 11,6 milhões de euros em infraestruturas municipais de Figueiró dos Vinhos.

Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal entre o final de janeiro e o início de março na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metades das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.

Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, sobretudo nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos superiores a cinco mil milhões de euros.

O Governo recebeu, entretanto, cerca de 35.900 candidaturas para apoios à reconstrução de habitações e a Estrutura de Missão designada para a recuperação estimou entre 35 mil e 40 mil o número de empresas com danos nas zonas mais atingidas. Três meses após o início das tempestades, cerca de 20 mil clientes continuam sem serviços fixos de comunicações.

Maio 2, 2026 . 18:00

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