
Treze fotógrafos oferecem retratos no Dia do Município
Treze fotógrafos fazem retratos de quem habita ou visita Leiria no Dia do Município, na manhã de sexta-feira, no 4.º ‘Tipo Passe’, projeto que este ano conta com música de Manuel João Vieira e homenageia Né Themudo.
Organizada pela associação Café Central com o apoio do município de Leiria, a iniciativa procura captar, ano após ano, um registo de quem habita e vive a cidade.
“Acreditamos que são as pessoas que fazem os lugares. As várias edições do ‘Tipo Passe’ [disponíveis na internet em tipopasse.pt] formam um documento que perdura como retrato do que somos como cidade e comunidade. Aqui e agora. Como um todo”, afirmou a associação de Leiria em comunicado.
Os retratos são tirados, gratuitamente, e a preto e branco, em pequenos estúdios improvisados, espalhados pelo centro histórico e Teatro José Lúcio da Silva, “‘à la minute, como antigamente, para comemorar o dia da cidade”, descreveu a organização.
“Hoje, que tudo é rápido e descartável, talvez importe voltar à solenidade da pose para a eternidade. Os retratos iluminam um caminho para atravessar o tempo”, acrescentaram os responsáveis do Café Central.
Esta edição evoca Né Themudo, um dos fotógrafos participantes em edições anteriores, que morreu em 2025.
“Para além de bom fotógrafo e bom menino, tinha uma frase de que gostamos muito: ‘As cabeças unidas é que fazem o mundo’. É nisso que acreditamos e contamos com todos para fazermos um mundo”, sublinharam os responsáveis de ‘Tipo Passe’.
Participam na quarta edição os fotógrafos Adriano Miranda, Rita Carmo, João Portugal, Joaquim Dâmaso, Ana Veloso, Nuno André Ferreira, Maria Kowalski, Carlos Mendes, Carla de Sousa, Sal Nunkachov, Carolina Miguel, Nuno Brites e Ricardo Graça.
As fotografias acontecem entre as 11h00 e as 13h00 da próxima sexta-feira. Depois, o evento prolonga-se pela tarde, com ‘Tipo Arraial’, na sede da associação, na rua Comandante João Belo, com concerto de Manuel João Vieira Trio, a partir das 16h00.
O encerramento desta edição é às 18h30, com sessão de música escolhida por Afonso Rodrigues, das bandas Sean Riley & The Slowriders e Keep Razors Sharp, na livraria Arquivo, onde estão patentes os 1.881 retratos captados na edição de 2025 de ‘Tipo Passe’.
Banco das Artes Galeria
reabre com exposição
de Jeff van Weereld
Uma exposição de Jeff van Weereld, apresentada como “um manifesto à memória, reconstrução e resistência” marca a reabertura do Banco das Artes Galeria (BAG), espaço municipal dedicado à arte contemporânea, em Leiria, que está encerrado desde a depressão Kristin.
A reabertura está agendada para esta quinta-feira, às 18h00, com ‘O quê?!’, mostra que reúne trabalhos do artista autodidata neerlandês, atualmente a residir em Portugal, e que propõem “uma reflexão crítica sobre o mundo contemporâneo através de um conjunto de obras que cruzam escultura, experimentação material e comentário social”, avança a Câmara de Leiria em comunicado.
Com um percurso construído entre a engenharia de precisão e a prática artística, Jeff van Weereld trabalha materiais como metal, vidro e elementos orgânicos, que usa para criar obras que evocam “a memória, a obsolescência, a resistência e a condição humana”.
Entre as obras em destaque na exposição em Leiria está ‘Maria Guadaloupe Dominguez Perez’, assumida como “uma homenagem às mulheres que, entre as décadas de 1950 e 1970, teceram manualmente as memórias magnéticas dos primeiros computadores”.
O BAG, “um espaço cultural de referência na cidade”, foi uma das várias estruturas geridas pelo município de Leiria afetadas pelo mau tempo.
A reabertura permite “a continuidade da programação cultural e com a valorização dos espaços de criação, reflexão e encontro artístico”, sublinha o município.
Instalado no edifício que durante várias décadas acolheu a agência do Banco de Portugal em Leiria, desenhado por Ernesto Korrodi, o Banco das Artes Galeria é dedicado à produção contemporânea, recordando, em simultâneo, o trajeto do arquiteto suíço na região de Leiria e em Portugal.
“Mais do que uma exposição, ‘O quê?!’ afirma-se como um manifesto visual sobre memória, reconstrução e resistência - conceitos que ganham particular significado neste momento de reabertura do Banco das Artes Galeria”, conclui o município de Leiria. |






