
Universidade vai fazer parte da transformação da Região de Leiria pós-tempestades
A Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria considera que a criação da Universidade de Leiria e do Oeste, hoje aprovada em Conselho de Ministros, vai fazer parte da transformação deste território pós-tempestades.
“É uma notícia muito importante, até porque vem numa altura pós-tempestade, sem ter que ver com a tempestade, penso eu, mas vem numa altura muito importante, porque a universidade irá, com toda a certeza, fazer parte da transformação desta região depois das tempestades”, afirmou à agência Lusa o presidente da CIM, Jorge Vala.
O também presidente da Câmara de Porto de Mós saudou a criação da futura universidade.
“Este é um momento de grande entusiasmo da parte de todos nós, de toda a Região de Leiria que, ao longo destes últimos tempos, tem apelado ao Governo para que o Politécnico de Leiria seja transformado em universidade”, salientou Jorge Vala.
O presidente da CIM adiantou que “hoje concretiza-se este desejo, esta vontade, mas, sobretudo, esta necessidade, porque a universidade vai impactar, positivamente, na transformação deste território”.
Integram a CIM da Região de Leiria, território afetado pela depressão Kristin, em janeiro, os municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.
O Politécnico de Leiria iniciou a sua atividade em 1980. Tem cinco escolas superiores, três das quais em Leiria (Tecnologia e Gestão, Saúde, e Educação e Ciências Sociais), uma nas Caldas da Rainha (Artes e Design) e outra em Peniche (Turismo e Tecnologia do Mar).
O Conselho de Ministros aprovou hoje, numa reunião descentralizada em Pombal, a criação de duas novas universidades, atualmente institutos politécnicos, nas zonas de Leiria e do Porto.
A criação das duas instituições - a Universidade de Leiria e do Oeste e a Universidade Técnica do Porto - resulta da reconfiguração dos atuais institutos politécnicos de Leiria e do Porto, que passarão a integrar o sistema universitário.
Segundo fonte do Governo, os decretos-lei aprovados hoje pelo Conselho de Ministros garantem as condições para as universidades aprofundarem a respetiva capacidade de investigação, expandirem a oferta de educação superior universitária e intensificarem a integração em redes de investigação e inovação.
O objetivo, acrescentou a mesma fonte, é fortalecer a rede de ensino superior e o sistema científico e tecnológico nacional, reforçar a coesão territorial e “consolidar um ensino superior público mais diversificado, competitivo e preparado para os desafios do futuro”.
Associada à criação das duas instituições, será criada a Escola Superior de Técnicos Especializados, na Universidade de Leiria e do Oeste, e a Escola Técnica Superior Profissional, na Universidade Técnica do Porto.
A transformação dos institutos politécnicos de Leiria e do Porto em universidades foi solicitada pelas próprias instituições em 2025, e já tinha sido em Conselho de Ministros aprovada em fevereiro.
A mudança mereceu os pareceres favoráveis do Conselho Coordenador do Ensino Superior, do Instituto para o Ensino Superior e da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior.
Por outro lado, em abril, o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos manifestou-se preocupado com a aprovação da criação das universidades antes da entrada em vigor do novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior, aprovado na Assembleia da República há duas semanas.







