
Vista Alegre reforça rentabilidade e reduz dívida em 2025
O Grupo Vista Alegre iniciou 2026 com uma melhoria dos principais indicadores financeiros, apesar da quebra no volume de negócios no primeiro trimestre.
Segundo a empresa, o resultado líquido aumentou 29,5% para 1,3 milhões de euros, enquanto o EBITDA cresceu 5,4% para cerca de 7 milhões de euros, com a margem a atingir 20,2%, refletindo ganhos de eficiência operacional e controlo de custos.
Em sentido inverso, o volume de negócios recuou 4,9% para 34,5 milhões de euros, num contexto ainda marcado por volatilidade nos custos energéticos e procura mais contida.
Ainda assim, o grupo conseguiu compensar a quebra da receita através de melhorias na produtividade, otimização industrial e redução de despesas operacionais.
O desempenho operacional também evoluiu positivamente, com o resultado operacional a subir 5,6% para 3,3 milhões de euros e a margem operacional a fixar-se em 9,4%, sinalizando uma maior eficiência estrutural do negócio.
Um dos destaques do trimestre foi a redução da dívida. A dívida líquida consolidada caiu cerca de 4 milhões de euros face ao final de 2025, para 62,5 milhões de euros, o que permitiu melhorar o rácio dívida líquida/EBITDA para 2,2x. Este indicador reforça a solidez financeira do grupo e reduz o nível de alavancagem.
No plano estratégico, o grupo continua a apostar na internacionalização e no posicionamento em segmentos premium, com destaque para o crescimento da marca Bordallo Pinheiro e a presença em retalhistas internacionais como Harrods, KaDeWe e Bloomingdale’s. A expansão da rede de lojas para mercados como São Paulo, Joanesburgo e Tirana também contribui para diversificar fontes de receita.
Apesar da descida das vendas, “os resultados mostram uma mudança no perfil do grupo, com maior foco na rentabilidade, eficiência operacional e desalavancagem, reforçando a criação de valor para os acionistas”, segundo avança a empresa, numa nota de imprensa.








