
Museu Dr. Joaquim Manso na alçada da Nazaré até setembro
A ministra Margarida Balseiro Lopes afirmou que o processo de transição do Museu Dr. Joaquim Manso para a alçada do município da Nazaré ficará concluído até 8 de setembro, data da reabertura do equipamento encerrado há uma década.
“Neste momento estamos com a área governativa da Economia, que tem as autarquias locais, a fechar o valor de transferência, porque já desde 2018 que está prevista em lei a transferência para o município, o que nunca se concretizou”, afirmou a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes.
Ontem, no final de uma visita ao museu, encerrado há uma década devido ao estado de degradação do edifício que foi no último ano alvo de uma requalificação de cerca de 1,1 milhões de euros, a ministra afirmou: “É uma data muito importante para a Nazaré, é essa a ambição e o compromisso do presidente [da Câmara Municipal, Serafim António], e eu já lhe garanti que vai acontecer”.
A autarquia tinha feito depender a passagem do museu para a esfera municipal desta reabilitação, por um lado e, por outro “do envelope financeiro” que, segundo a governante, “está a ser finalizado”.
Inaugurado em 1976 e hoje na dependência da empresa pública Museus e Monumentos de Portugal, o Museu Dr. Joaquim Manso está instalado na antiga casa de veraneio do escritor e jornalista Joaquim Manso, doada ao Estado em 1968 para esse fim pelo benemérito nazareno Amadeu Gaudêncio. O acervo deste museu abrange coleções organizadas em secções de arqueologia, artes plásticas e decorativas, com subsecções de pintura, desenho, escultura e fotografia, e etnografia.
Além do museu, a ministra natural da Marinha Grande, visitou o Teatro Chaby Pinheiro, que este ano comemora o centenário e em relação ao qual a governante reconheceu haver “efetivamente a necessidade de haver uma intervenção, para que depois o próprio teatro se possa candidatar à rede de teatros e cineteatros” e garantir apoios na programação.
O espaço, propriedade da Confraria de Nossa Senhora da Nazaré, recebeu em 1993 as últimas obras de restauro, mas, como fez saber à ministra o presidente da confraria, Nuno Batalha, “precisa de um investimento na ordem dos 200 mil euros, para modernizar equipamentos, e de apoio para manter uma programação regular”.
Nuno Batalha anunciou ainda à governante a intenção de transferir para um novo edifício as valências sociais da confraria e de disponibilizar “vários edifícios no sítio para, numa parceria com a Câmara, serem afetos a projetos históricos e culturais”. “Uma ótima ideia”, reconheceu a ministra, que em declarações os jornalistas defendeu “a necessidade de a confraria e o município encontrarem um modelo de governação e uma melhor solução” para a gestão daquele património localizado na zona histórica da vila e que “tem sido sujeita a uma grande pressão e que tem impacto depois a vários níveis”.
Margarida Balseiro Lopes sublinhou que “a titularidade dos imóveis acaba por ser uma limitação no acesso a fontes de financiamento”, desafiando a autarquia e a confraria a encontrarem “um modelo de governação” que lhes permita candidatarem aquele património à obtenção de fundos.
Na rota da ministra esteve ainda o Forte de S. Miguel, propriedade do Ministério da Defesa, tendo defendido “a descentralização deste equipamento, porque tem uma importância e uma relevância, uma centralidade para a estratégia de desenvolvimento económico da Nazaré e, naturalmente, o município é quem está mais habilitado para fazer uma gestão mais próxima”.






