
Ministro diz que seguradoras estão conscientes de que estão sob observação do país
O ministro da Economia disse hoje, no parlamento, que as companhias de seguros têm consciência do quanto estão sob a observação das pessoas e do país, na sequência das tempestades, e disse acreditar que estas estão empenhadas.
“Acho que as companhias têm consciência do quanto estão sob a observação das pessoas e do país. A noção que tenho é que estão empenhadas em resolver o assunto”, afirmou o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, na comissão parlamentar eventual que acompanha o PTRR - Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência.
O ministro disse que as seguradoras, logo após o mau tempo, comprometeram-se a deslocar-se à região de Leiria para ajudar as pessoas e “é visível que o fizeram” porque receberam milhares de participações por dia.
No entanto, o governante disse que as pessoas queixam-se de que estas estão a demorar demasiado tempo a pagar.
Castro Almeida, que disse manter-se em contacto com as seguradoras, referiu que estas estão a procurar avançar com adiantamentos, uma vez que precisam de cumprir um conjunto “de formalidades, que não são ultrapassáveis”, até chegar ao valor final.
O titular da pasta da Economia, que está também encarregue da coordenação do PTRR, disse ainda que nas candidaturas aos apoios lançados pelo Governo foram identificados vários casos de fraude e que o mesmo deve acontecer com as seguradoras.
“Não quero estar a desculpabilizá-las, mas também é preciso compreender que esta é uma situação anormal de sobrecarga de trabalho”, apontou.
O PTRR é um programa de investimentos, no valor de 22.600 milhões de euros, com a duração de nove anos.
Este programa foi criado para responder às inundações e tempestades, ocorridas no início de 2026, e para aumentar a resiliência das infraestruturas em todo o território nacional para prevenir eventos futuros.






