
Mais de 47 ME pagos para recuperação de habitações no Centro
Mais de 47 milhões de euros (ME) foram pagos, até ao momento, para apoiar a recuperação de habitações danificadas pelo mau tempo na Região Centro, revelou hoje a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro.
“Já fizemos mais de 47 milhões de euros de pagamentos em habitações danificadas, mas ainda não concluímos. Só quando concluirmos o processo é que nos daremos por satisfeitos”, afirmou o vice-presidente da CCDR do Centro, Nuno Nascimento, durante uma audição parlamentar.
Na sua intervenção, no âmbito da Comissão Eventual para a Resiliência Nacional, Prevenção de Catástrofes Naturais e Acompanhamento do Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), Nuno Nascimento esclareceu que, das 25.700 candidaturas na região Centro, “16.423 estão decididas e pagas 11.380”.
“Estes resultados são frutos de um trabalho diário, excecional e muito próximo entre os municípios, as comissões de coordenação e a estrutura de missão”, acrescentou.
O vice-presidente da CCDR do Centro destacou o trabalho desenvolvido por técnicos municipais e especialistas mobilizados para apoiar a análise dos pedidos, muitas vezes fora do horário normal de trabalho e aos fins de semana.
“Na região Centro, de 73 municípios que foram afetados, ou em que nós registámos candidaturas, 63 já têm a parte que lhes compete decidida”, referiu.
Na sua curta intervenção inicial, Nuno Nascimento disse estar orgulhoso da ação desenvolvida até ao momento, embora reconhecendo que o processo está longe de estar concluído.
“Só vamos abrandar quando, em conjunto com os municípios, conseguirmos concluir o processo. A nossa aposta é fazê-lo com dedicação, com celeridade, mas também com rigor para garantir a justiça”, sublinhou.
Aos deputados, lembrou ainda a dimensão do fenómeno meteorológico, que classificou como “absolutamente extraordinário e implacável”, com impactos registados em habitações, empresas, edifícios públicos, escolas e infraestruturas.
“Mais de um milhão de pessoas sem eletricidade, meio milhão de pessoas sem telecomunicações, mais de 18 mil sinistros ou ocorrências de emergência registadas até ao fim da primeira quinzena de fevereiro. Mais de 200 mil participações de sinistros e, claro, as mais de 35 mil habitações que foram afetadas no todo do país”, recordou.
O responsável considerou ainda que a resposta montada correspondeu à dimensão dos danos causados pelo mau tempo, salientando que municípios e CCDR do Centro trabalharam “como se de uma equipa única se tratasse” para acelerar a recuperação dos territórios afetados.
“Concluía dizendo que conseguimos articular entre todos uma resposta de grande dimensão, com uma escala proporcional à da excecionalidade da tempestade”, rematou.






