
Padarias da região distinguidas em concurso
A padaria pastelaria Brisanorte, em Leiria, e a pastelaria Vida Nova, em Ourém foram distinguidas na segunda edição do concurso nacional ‘O Melhor Pão de Portugal’, uma iniciativa promovida pela ACIP – Associação do Comércio e da Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares, em parceria com o Museu do Pão.
Ao todo, foram submetidos a concurso 151 pães, distribuídos por cinco categorias: Trigo, Sementes, Centeio, Broa e Inovação, refletindo a diversidade, a criatividade e a qualidade da panificação portuguesa de norte a sul do país.
Os pães foram avaliados em prova cega por um júri constituído por 26 especialistas do setor, presidido por Michael Fonseca, padeiro chefe do Museu do Pão, que analisaram critérios como sabor, aroma, textura, aspeto visual e qualidade global dos produtos apresentados.
A eleição decorreu no passado dia 30, no Museu do Pão, em Seia.
Na categoria Trigo, o primeiro lugar foi para a padaria tradicional de Rio torto (Gouveia); o segundo para a padaria Getim 2 (Espinho); e o terceiro para a pastelaria Vida Nova, em Ourém.
Já na categoria Sementes, foram distinguidos as padarias Crust (Cascais), Fariña (Leça do Balio) e Pão de Gimonde (Bragança), com o primeiro, segundo e terceiro lugares, respetivamente.
A padaria Getim 2 também arrecadou o primeiro lugar na categoria Centeio, com o segundo lugar a pertencer à padaria Dias (Covilhã), e o terceiro à padaria Pitões (Montalegre).
A padaria pastelaria Brisanorte, em Leiria, venceu na categoria Broa, cabendo o segundo lugar à padaria Braspordoce (Tábua), e o terceiro à padaria Pastelaria Dairas (Vale de Cambra).
Por fim, na categoria Inovação, o primeiro lugar foi para a padaria Dias, o segundo para a padaria Rústica Bakery & Brunch (Viseu) e o terceiro para a padaria Getim.
“Mais do que uma competição, o concurso pretende valorizar o saber-fazer dos padeiros portugueses e destacar a diversidade da panificação nacional, dando visibilidade a receitas, técnicas e produtos que atravessam gerações e continuam a evoluir”, refere o Museu do Pão numa nota informativa, considerando o concurso “uma oportunidade para reconhecer o trabalho, o conhecimento e a dedicação de profissionais que mantêm viva uma tradição milenar, ao mesmo tempo que a projetam para o futuro”.
“Os 151 pães apresentados nesta edição demonstram a extraordinária qualidade da panificação nacional e a capacidade de inovação de um setor que merece ser cada vez mais valorizado", refere o promotor.
Para Rui Tarelho, vice-presidente da ACIP, os resultados desta segunda edição “demonstram a elevada qualidade do pão produzido em Portugal e o profissionalismo das empresas que diariamente trabalham para valorizar um produto tão importante” na cultura alimentar portuguesa. “O nível dos concorrentes foi muito elevado e isso é motivo de orgulho para todo o setor”, destacou Rui Tarelho.
“Mais do que um concurso, esta iniciativa pretende afirmar a panificação portuguesa, promovendo a excelência, a inovação e a tradição. A forte participação das empresas confirma que o setor continua dinâmico, resiliente e comprometido com a qualidade”, acrescentou Rui Tarelho, citado numa nota informativa da associação.








