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Festival da Sardinha também é solidário

Associações procuram angariar verbas para fazer face aos prejuízos provocados pela tempestade. Festival arrancou ontem e decorre até sábado. Regressa depois de 16 a 19.

A depressão Kristin levou o telhado, o teto falso e danificou gravemente o pavimento, num prejuízo de 200 mil euros para o Clube Recreativo de Carvide, que encara a presença no Festival da Sardinha com grande expetativa, procurando angariar verbas que permitam devolver condições à coletividade para prosseguir o seu trabalho.
“Temos prejuízos de cerca de 200 mil euros e tudo o que venha é importante”, desabafou Telmo Baroso.
A poucas horas de ‘dar entrada’ na cozinha do CRC no Festival da Sardinha, que arrancou ontem na Praia do Pedrógão, no concelho de Leiria, o presidente da coletividade encarava a participação deste ano com sentido de missão, porque toda a ajuda é pouca para fazer face a um tão grande valor estimado de prejuízos provocados pela tempestade.
“Por isso é que o festival é tão importante. Como não temos modalidade, só a cota para sócios, não tem sido fácil”, admitiu Telmo Baroso, que tem procurado angariar mais verbas.
“Estamos a tentar fazer eventos, mas para os fazer temos que colocar primeiro o telhado”, observou.
Um dos eventos acontece no primeiro fim de semana de agosto, com a Festa 29, na qual esperam continuar a angariar verbas para recuperar a sede da coletividade.
Caldo verde, sardinhas e pimentos, salada, broa, douradinhos e bifanas a partir das 23h00 aguardam os visitantes no Clube Recreativo de Carvide, assim como nas restantes tasquinhas que completam a Praça da Gastronomia, a par dos restaurantes da Praia do Pedrógão, que se associaram ao festival.
Este ano, a Praça da Gastronomia está preparada para acolher mais pessoas, no total de mil lugares sentados, distribuídos pelas 10 associações que vão servir as refeições. A Câmara espera que cerca de nove toneladas de sardinha sejam consumidas.
Este ano, a organização preparou ‘showcookings’ e um “roteiro da sardinha”, com todos os chefs dos restaurantes que vão participar no ‘showcooking’.
“As pessoas nestes restaurantes dos chefs podem experimentar uma tapa de sardinha com um copo de vinho a um preço controlado, por cinco euros”, explicou Ricardo Marques, responsável pela Divisão de Turismo e Eventos da Câmara de Leiria.
A vertente artesanal complementa o festival, com expositores a cargo de associações e artesãos locais.

Concertos solidários compõem programa
A música faz também parte do Festival da Sardinha e este ano terá um cariz solidário para com as vítimas da tempestade. Segundo Ricardo Marques, houve manifestações de interesse em poder ajudar, ou oferecendo o concerto ou uma parte do cachet ao município.
As pessoas não vão só pela sardinha. “Uma coisa leva à outra” e o programa do palco “contribui para bater estes recordes de adesão ao festival da sardinha”. Assim, a programação fica completa com a música de vários artistas. Depois de ontem João Paulo Rodrigues ter animado o recinto, hoje é a vez do grupo Atôa e amanhã de Emanuel. Todos os concertos começam às 22h30.
No próximo fim de semana, sobem ao palco Nemanus, no dia 16, a festa Smell Like 90’s, no dia 17, e Rita Guerra no último dia do festival.

Julho 10, 2026 . 13:30

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