Opinião:
“Penso que, quando estiver num concerto e o(s) músico(s) disserem que está ali o melhor público, vou mesmo acreditar, nem que seja um bocadinho… porque pode mesmo ser verdade”.
Opinião:
"Com o século XX a terminar, surpreende mais uma vez, desta feita com “Fados de sempre”, disco que revela um Cid fadista, com alma. Grava poetas maiores, como Garcia Lorca, Camões, Fernando Pessoa, Natália Correia, Pablo Neruda, e grava também “Como o macaco gosta de banana” e “Favas com chouriço”, que fazem furor nas festas universitárias e fazem também “urticária” aos meios mais intelectuais”.
Opinião:
“Ao vivo, os Lavoisier navegam por mares onde as ondas do jazz (através da voz e dos movimentos de Patrícia, que também tem um papel a dizer nas percussões) envolvem a imensidão das palavras que constituem a cultura portuguesa, secundada também pela voz e a guitarra de Roberto”.
Opinião:
"Mas o que ninguém imaginava nesses dias, era o impacto, as marcas que essas noites teriam na vida de muitos dos que lá estiveram. Futuros músicos e não só, então imberbes adolescentes, mais ou menos sortudos com os pais que lhes permitiram estar em Cascais, ainda hoje falam deste concerto e das repercussões nas suas vidas".
Opinião:
“O top 5 completa-se – pasme-se ou não – com discos com algumas décadas: no 4º lugar os Pink Floyd com “The Dark slide of the moon” e no 5º lugar, Pedro Abrunhosa com “Viagens”. E com este top 5, poderemos dizer que o mercado de vinil é transversal a várias gerações? Talvez, mas passo a referir mais algumas curiosidades”.
Opinião:
“Marianne Faithfull foi muito mais que a cantora de “As tears go by” e a atriz de diversos filmes. Marianne foi uma musa inspiradora, rebelde, provocadora, doce, talvez tudo isso e muito mais, antes de tempo”.
Opinião:
“Tive o privilégio de me encontrar com ele numa tarde de primavera em 1988, para uma conversa tão marcante quanto informal. De quem o elogiava, dizia apenas… “Há uma manifestação de simpatia por parte dos jornalistas, o que os leva a atribuírem-me predicados que não tenho. Fazem-no porque gostam de ouvir guitarra, simplesmente”.
Aquelas rodelas de vinil envoltas em capas de papel (algumas, autênticas obras de arte), as quais, debaixo do braço, provocavam invejas quando passeadas na rua, aquelas capas, aqueles discos que incluíam brochuras e histórias que faziam a história de muitos de nós, eram pura e simplesmente atiradas para o lixo (diria, em certos casos, tipo “crime” cultural) ou eram dados ao desbarato (para gáudio de quem os recebia, na maioria colecionadores atentos e sensíveis e desconfiados das apregoadas virtudes do CD) …